Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 Login
O médico destaca que a cirurgia não envolve o intestino e evita deficiências nutricionais de minerais e de vitaminas
Foto: AMU
A cirurgia de redução de estômago - Sleeve Gástrico, é um dos métodos cirúrgicos aprovados no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para técnicas de cirurgia bariátrica, sendo uma alternativa para o tratamento da obesidade, com resultados bastante satisfatórios. Neste artigo, o médico gastroenterologista, Fábio Augusto de Carvalho, explica questões importantes sobre a técnica.
Técnica de redução do estômago tem excelentes resultados
A gastrectomia vertical ou Sleeve é uma técnica de redução do estômago que foi desenvolvida com o intuito de reduzir os riscos de desnutrição, comumente verificados nas técnicas tradicionais, pois melhora a qualidade alimentar dos pacientes.
Menos sofrimento e fome
Na gastrectomia vertical se reduz o estômago em até 70% do seu tamanho. O órgão fica com 150 a 200 ml, dependendo do perfil do paciente – e com a forma parecida com a de uma banana. “Nessa redução retira-se parte do fundo gástrico, região que produz o hormônio grelina, responsável pela sensação de fome. Ou seja, o apetite também diminui”, explica o médico gastroenterologista Fábio Augusto de Carvalho.
Segundo ele, nas técnicas anteriores o estômago era reduzido em cerca de 95% e ficava com capacidade aproximada de 30 ml apenas. “Até então, eram muito comum as complicações como náuseas, até mesmo com a ingestão pequena de alimentos, assim como a apresentação de quadros anêmicos, deficiência de cálcio, ferritina baixa e outros problemas nutricionais com o passar do tempo”, diz.
Estudos mostram que com esse novo procedimento os efeitos colaterais, como náuseas e vômitos, diminuem. “A cirurgia não envolve o intestino, por isso a absorção de nutrientes dos alimentos se mantém, evitando-se as deficiências nutricionais, de minerais ou de vitaminas”, conta.
Redução de 30% do excesso de peso e vida normal
Apesar de já ser realizada há alguns anos de forma discreta, somente a partir do congresso mundial de Paris, em 2009, é que ela foi apontada como uma técnica mais adequada para combater a obesidade em pacientes que precisam reduzir até 50% do excesso de peso.
Mesmo que a perda de peso não seja a ideal, a pessoa poderá chegar às suas metas com acompanhamento nutricional e atividade física. “Com a perda de peso inicial, o indivíduo fica feliz em ter uma vida normal, de poder ir a um restaurante, por exemplo. Sua autoestima é fortalecida e, gradualmente, ele muda seu estilo de vida, com menos sofrimento”, relata.
Após a operação pela técnica da gastrectomia vertical, o paciente ficará, em média, de dois a três dias no hospital. A dieta alimentar pós-cirúrgica é igual a dos demais procedimentos: durante os primeiros 10 dias, dieta líquida; do 11º ao 20º dia, dieta cremosa; do 21º ao 30º dia, alimentação pastosa; e após 30 dias, o paciente volta a comer normalmente.
.jpg)
Artigo publicado na 3ª edição da Revista da AMU - Associação Médica de Umuarama
COM 100% DE DEDUÇÃO FISCAL
SE VOCÊ AMAMENTA, SEJA DOADORA
Banco de Leite Humano da Norospar precisa de novas doadoras para manter abastecimento
CULTURA TRANSFORMADORA
Terapeuta de Umuarama tem projeto cultural aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura