Segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026 Login
Unhas impecáveis, brilho duradouro e praticidade: essas são as promessas dos esmaltes em gel e semipermanentes. Mas a partir do início de setembro de 2025, a União Europeia proibiu dois dos principais ingredientes usados nesse tipo de esmaltação: o TPO (Trimethylbenzoyl Diphenylphosphine Oxide) e a DMTA/DMPT (N,N-dimethyl-p-toluidine).
A decisão foi tomada porque estudos apontaram que essas substâncias podem prejudicar a fertilidade, afetar a gestação e até o desenvolvimento fetal.
No Brasil, os produtos que contêm esses compostos ainda estão liberados pela Anvisa, mas especialistas recomendam cautela, principalmente para gestantes e mulheres que planejam engravidar.
Apesar dos nomes complexos, a função dessas substâncias é prática:
O TPO é um fotoiniciador. Ele reage à luz UV/LED durante a aplicação e endurece o esmalte em gel. Foi classificado na Europa como tóxico à reprodução, com potencial de afetar a fertilidade e o desenvolvimento do feto.
A DMTA/DMPT é uma amina aromática usada como aceleradora do processo químico. Recebeu a classificação de carcinogênica.
Com base nesses riscos, a União Europeia determinou que nenhum cosmético pode conter esses ingredientes.
Riscos que vão além da químicaAs preocupações não param nos compostos proibidos. As cabines de luz UV utilizadas para a secagem também emitem radiação capaz de danificar o DNA das células da pele, conforme estudos recentes. Além disso, os esmaltes em gel contêm metacrilatos — substâncias que podem causar alergias cutâneas e se tornam ainda mais problemáticas durante a gestação.
Leia os rótulos: se houver TPO ou DMTA/DMPT, não utilize.
Converse com seu obstetra: a avaliação individual é essencial.
Proteja as mãos: use filtro solar de amplo espectro ou luvas próprias contra raios UV durante a aplicação.
Reduza a frequência: opte por intervalos maiores entre as esmaltações ou prefira os esmaltes tradicionais.
Profissionais da beleza: devem reforçar ventilação nos salões e usar equipamentos de proteção individual para reduzir a exposição diária.
Segundo especialistas, não há risco imediato que justifique pânico. Mas a recomendação é que, nas próximas manutenções, a mulher dê preferência a produtos livres dessas substâncias, minimize a exposição à luz UV e busque orientação médica em caso de irritações na pele.

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