Terça-feira, 17 de março de 2026 Login
Com cenário global de escassez de insulinas humanas (NPH) e o risco de desabastecimento da Rede SUS para atender pacientes com diabetes, o Ministério da Saúde iniciou a transição de tratamento com ampliação do uso de um medicamento mais moderno. A NPH dá lugar à insulina glargina inicialmente em quatro Estados do país (incluindo o Paraná), priorizando crianças, adolescentes e idosos acima de 80 anos.
O novo medicamento tem aplicação única e uma ação mais prolongada. A iniciativa representa um avanço histórico para o cuidado de pessoas que vivem com Diabetes mellitus no país e amplia as opções terapêuticas na rede pública de saúde. O novo medicamento é mais moderno, de ação prolongada e facilita a rotina dos pacientes.
Como o projeto-piloto inclui municípios paranaenses (além dos Estados do Amapá, Paraíba e Distrito Federal), a Secretaria de Saúde de Umuarama está orientando a população sobre a mudança de medicamento, especialmente crianças e adolescentes de até 17 anos, que vivem com diabetes tipo 1, e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2.
A glargina é uma insulina de ação prolongada – de até 24 horas – e aplicação única no dia. “Isso facilita a manutenção dos níveis de glicose do paciente”, explica o coordenador da Divisão Farmacêutica do município, Carlos Gabriel. Segundo ele, a transição será feita de forma gradual, a partir da avaliação de cada paciente.
O tratamento com insulina glargina pode custar até R$ 250 para dois meses, na rede privada, mas os pacientes do SUS terão o medicamento gratuitamente. “O SUS garante assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico e monitoramento até o tratamento, conforme o quadro clínico de cada paciente. A Atenção Primária à Saúde é a porta de entrada”, acrescenta o farmacêutico. Abaixo ele detalha como será a mudança.
MIGRAÇÃO NPH → GLARGINA
Rede Municipal de Saúde – Umuarama
O município já recebeu lote de Insulina Glargina para pacientes elegíveis.