Terça-feira, 17 de março de 2026 Login
A Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa) confirmou nesta quarta-feira (25) o primeiro caso de mpox no estado em 2026. O paciente é um homem paraguaio que procurou atendimento médico em Foz do Iguaçu.
Nos últimos dois anos, o Paraná registrou 93 casos da doença — 49 em 2024 e 44 em 2025. Do total de pacientes nesse período, 88 são homens.
Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde contabiliza 88 casos confirmados de mpox em 2026, além de dois em investigação. O número praticamente dobrou em poucos dias: em 20 de fevereiro eram 48 confirmações no país.
Apesar do aumento recente, não há registro de mortes neste ano. Em 2025, o Brasil confirmou 1.079 casos e duas mortes. No mesmo período do ano passado, eram 215 registros.
A maior parte das infecções em 2026 foi registrada em São Paulo, com 62 confirmações. Os demais casos estão distribuídos da seguinte forma:
O Ministério da Saúde informou que segue monitorando a situação em conjunto com as vigilâncias epidemiológicas estaduais.
O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, afirmou que os órgãos de saúde estão atentos à evolução dos casos e reforçou a importância de a população observar os sintomas.
Segundo ele, os sinais iniciais, como dor e febre, são inespecíficos. No entanto, o aparecimento de erupções na pele exige busca imediata por atendimento médico para orientação adequada.
Não há tratamento específico para a mpox. O manejo clínico é sintomático, com uso de medicamentos para febre e dor. Em casos de agravamento das lesões cutâneas, pode haver necessidade de antibióticos para tratar infecções secundárias.
A mpox é uma doença viral causada pelo vírus monkeypox, da mesma família da varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com lesões de pele, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou objetos contaminados.
Na maioria dos casos, a doença evolui de forma leve ou moderada. Pessoas com imunidade comprometida, contudo, apresentam maior risco de complicações.