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Saiba mais sobre a nova variante de Covid-19 que circula no Brasil

Publicado em 25/11/2022 às 09:18 por Editoria Movimento Saúde

Por conta da nova variante da COVID-19 o número de casos da doença voltou a subir no Brasil e no mundo. Com isso, as medidas de proteção voltam a ganhar uma grande importância, especialmente para as pessoas imunossuprimidas, como aquelas com câncer. Mas, também é fundamental saber identificar quais sintomas essa mutação do vírus causa para buscar um diagnóstico e se isolar.

De acordo com o Instituto Todos pela Saúde (ITpS), a taxa de exames positivos para a infecção feitos em laboratórios particulares subiu de 3% para 17% em menos de um mês, um aumento de 566%. Já nas farmácias, os testes com resultado positivo cresceram de 9,36% para 15,5% em apenas uma semana, segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias.

Quem já teve COVID-19 pode pegar a nova variante?
A variante do coronavírus responsável por esses novos casos é a BQ.1, uma sublinhagem da Ômicron. Por se tratar de uma mutação do vírus original, mesmo quem já pegou a infecção antes, pode ser contaminado novamente.
Especialistas informam que essa mutação pode aumentar a transmissibilidade do vírus e sua capacidade de infecção. Por outro lado, por enquanto não há indícios de que a  BQ.1 cause sintomas ou quadros mais graves.

Por conta da proteção fornecida pelas vacinas, a maioria das pessoas infectadas pelo coronavírus não está desenvolvendo sintomas graves, nem precisando de hospitalização. Porém, para que essa segurança se mantenha, é preciso estar em dia com as doses de reforço.
Na maior parte das cidades, a quarta dose da vacina da COVID-19 já está disponível para pessoas com mais de 18 anos. Além disso, a terceira dose, ou primeiro reforço, também já está nos postos de saúde para os menores de idade.

Para os imunossuprimidos, como os pacientes em tratamento oncológico, já é possível tomar até a quinta dose  – desde que a última vacina tenha sido tomada há, pelo menos, quatro meses.
Ser necessário tomar os reforços não significa que a vacina não é segura ou eficaz. Pelo contrário, os complementos melhoram a resposta imunológica, o que pode ajudar o corpo a estar mais preparado para enfrentar a BQ.1.

Pode tomar vacina da COVID-19 estando gripado?
Se a pessoa estiver com qualquer sintoma respiratório ou de infecção, deve fazer o teste para descobrir se é COVID-19.

Se o resultado der positivo, a orientação é aguardar os sintomas passarem, esperar mais 14 dias e, depois, está liberado tomar qualquer uma das vacinas.
Lembrando que a vacina da gripe não causa doença, mas pode causar febre e pode atrapalhar a avaliação da infecção vigente.

Mantenha a máscara de proteção respiratória
Apesar do seu uso não ser mais obrigatório no Brasil, a recomendação é que quem está em tratamento contra o câncer mantenha a  proteção. Isso acontece porque grande parte das terapias afetam o sistema imunológico, deixando-o fraco. Com isso, os pacientes têm uma maior chance de contrair infecções e desenvolver quadros mais graves.

 “Recomendamos que eles permaneçam utilizando máscaras em todos os ambientes. Além de também prosseguirem com os demais protocolos de proteção, como evitar aglomerações, higienizar constantemente as mãos e vacinar-se, de acordo com acompanhamento do médico oncologista”, a Drª. Maria Inez Braghiroli, oncologista clínica e membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), fala.

Ela complementa reforçando que o motivo é justamente por conta desses indivíduos serem “mais vulneráveis às infecções por vírus oportunistas.”
É importante saber que a indicação se estende para familiares, cuidadores e pessoas que tenham contato com quem tem um tumor. O motivo é que essas pessoas “podem apresentar infecção por COVID-19 assintomático ou com sintomas gripais leves, representando risco de transmissão para quem está em tratamento”, a Drª. Maria esclarece.

Para quem não tem câncer, ou tem contato com esses pacientes, a orientação é fazer uma avaliação individual do risco e adotar cuidados com base nas suas condições de saúde. Por exemplo, idosos com mais de 75 anos, pessoas que fizeram transplante de órgão recentemente e quem tem alguma outra doença imunossupressora é interessante também manter o uso da máscara.

Já para a população em geral, especialistas em Infectologia aconselham o manter a proteção em ambientes que sejam fechados, com aglomeração e sem circulação de ar.

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