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Vacinação antes do prazo, imunizantes não aprovados e reações adversas preocupam as autoridades em saúde

Publicado em 20/01/2022 às 10:33 por Editoria Movimento Saúde

O início da vacinação de crianças e adolescentes foi autorizada pelo Ministério da Saúde para ocorrer em janeiro. Mas em todas as unidades federativas o calendário foi seguido em desacordo com a determinação da Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária - e as diretrizes do Plano Nacional de Operacionalização (PNO).

Em todo o país, pelo menos 3,6 milhões de adolescentes entre 12 e 17 anos foram vacinados antes da devida liberação de vacinas para essa faixa etária. Além disso, registros mostram que 35,7 mil crianças foram vacinadas com um imunizante diferente daquele que foi aprovado pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Só no Paraná foram 2.021. 

O Ministério da Saúde identificou as inconsistências e solicitou, aos estados e ao Distrito Federal, esclarecimentos sobre os registros de vacinação de crianças e adolescentes cadastrados pelas unidades federativas nos sistemas da pasta.

A vacina da Pfizer é a única autorizada para imunização de crianças de 5 a 11 anos no Brasil. Mas, de acordo com informações recebidas pelo Ministério da Saúde, 14,5 mil crianças foram vacinadas com a vacina AstraZeneca, 20 mil com a Coronavac e 1,2 mil crianças com o imunizante de dose única da Janssen. Além disso, registros nos sistemas do Ministério apontam que 2,4 mil crianças entre 0 a 4 anos foram imunizadas com a vacina da Pfizer. Não há imunizante aprovado pela Anvisa para esse público.

Ainda no mês de setembro de 2021, a Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde enviou ofício aos estados e municípios solicitando esclarecimentos acerca dos registros e de ações que demonstram desconformidade com o que é previsto no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO). Apenas 11 estados  responderam. Por isso, em novembro, um novo ofício foi enviado reiterando a importância de uma resposta tempestiva, desta vez incluindo o Ministério Público Federal (MPF) na pauta.

Vale ressaltar que cabe aos estados o correto cadastro dos dados de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde e a operacionalização da campanha de vacinação seguindo as recomendações do Governo Federal. As informações ficam consolidadas na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) em uma base única de dados.

A orientação do Ministério da Saúde é para que os gestores locais monitorem e acompanhem as crianças e adolescentes que tenham sido imunizados de forma inadvertida.

Reações adversas 

Cabe aos profissionais da linha de frete de vacinação orientar os pais ou responsáveis sobre possíveis reações adversas causadas pela vacina da Pfizer, reações essas que constam da bula do fabricante. E não se trata apenas de uma burocracia. Os pais devem mesmo ficar atentos aos sinais para buscar socorro médico com a maior urgência possível. 

O caso da menina de 10 anos, do município de Lençóis Paulista - SP, que sofreu parada cardíaca 12 horas após receber a vacina pediátrica da Pfizer levou a Prefeitura Municipal e suspender por sete dias a vacinação e colocar as demais crianças e adolescentes vacinadas em observação, enquanto investiga os efeitos adversos. 

Em Nota Oficial, a Prefeitura de Lenções Paulista informou, "diante do ocorrido será dado esse prazo para o acompanhamento e monitoramento diário das 46 crianças lençoenses vacinadas até o momento". 

Leia a Íntegra da Nota Oficial

NOTA OFICIAL

Vacinação infantil está suspensa por 7 dias; vacinação de adultos segue normalmente

O Comitê de Enfrentamento à Covid-19, em reunião extraordinária, realizada na tarde desta quarta-feira, 19 de janeiro, determinou a suspensão da vacinação de crianças entre 5 e 11 anos por sete dias, em livre demanda. Pais ou responsáveis que desejam vacinar seus filhos antes da retomada da aplicação, devem ligar na Central Saúde para realizar agendamento. A manifestação do Comitê acontece após uma criança de 10 anos sofrer uma parada cardíaca 12 horas após receber a dose pediátrica da vacina Pfizer. Segundo a família, a criança está estável e consciente.

O Comitê deixa claro que não existe dúvida sobre a importância da vacinação infantil, mas diante do ocorrido será dado esse prazo para o acompanhamento e monitoramento diário das 46 crianças lençoenses vacinadas até o momento. Além disso, esse prazo é necessário para aprofundamento sobre o caso de forma específica e envio de relatórios aos órgãos de controle federais e estaduais. A Secretaria de Saúde está solicitando autorização para acesso ao prontuário médico, uma vez que o atendimento ocorreu na rede privada.

Conforme Nota Oficial expedida anteriormente, na noite de ontem, aproximadamente 12 horas após ser vacinada, uma criança apresentou alterações nos batimentos cardíacos e desmaiou segundo o relato do pai, por isso, foi levada à rede de saúde particular para atendimento profissional, onde foi reanimada. Após ser estabilizada, a criança foi transferida para o Hospital da Unimed, em Botucatu, onde permanece sob observação.

Durante a reunião com o Comitê, a Prefeitura informou aos membros que, através da sua Secretaria de Saúde e da sua Vigilância Epidemiológica, já comunicou à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, através da Vigilância em Saúde e aguarda resposta e instruções dos órgãos responsáveis. A vacinação de adultos segue normalmente na Central de Vacinação e na ESF da Vila Maria Cristina nos horários previamente determinados.

Comitê de Enfrentamento à Covid-19

Secretaria de Saúde de Lençóis Paulista

Prefeitura Municipal de Lençóis Paulista

Importante:

É importante ressaltar que não há obrigatoriedade da vacina, cabendo ao pais essa decisão. E diante de qualquer efeito adverso após receberem as vacinas, como dor no peito, palpitação e falta de ar, as crianças devem ser encaminhadas para avaliação e socorro médico.

A Pfizer não se responsabiliza por qualquer eventualidade.

Fotos: Ministério da Sáude/Divulgação

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