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No Paraná, nova insulina do SUS reduz picos e simplifica a rotina de quem tem diabetes

Publicado em 23/02/2026 às 15:26 por Editoria Movimento Saúde

Para quem convive com o diabetes, cada dia é um exercício de disciplina. Medir a glicose, calcular doses, organizar horários, lidar com o medo silencioso da hipoglicemia — sobretudo durante a madrugada. Agora, uma mudança importante começa a transformar essa rotina no Paraná.

O Sistema Único de Saúde iniciou no estado a transição da insulina humana NPH para a insulina análoga de ação prolongada, a glargina. Pode parecer apenas uma troca de medicamento, mas, na prática, é um avanço que impacta diretamente a qualidade de vida de milhares de pessoas.

A glargina tem ação de até 24 horas e, na maioria dos casos, é aplicada apenas uma vez ao dia. Isso significa menos oscilações bruscas nos níveis de glicose, maior previsibilidade no controle da doença e redução do risco de hipoglicemias — especialmente as noturnas, que tanto preocupam famílias de crianças e idosos.

Nesta primeira fase, o projeto também será implantado no Amapá, Paraíba e Distrito Federal, priorizando crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 e idosos com 80 anos ou mais. No Paraná, cerca de 34,5 mil pessoas devem ser beneficiadas já nesta etapa inicial.

Mais do que modernizar o tratamento, a mudança simplifica a vida. Para uma criança, pode significar mais segurança na escola e nas atividades físicas. Para um idoso, menos complexidade no manejo diário. Para pais e cuidadores, noites mais tranquilas.

Há ainda o impacto financeiro. Na rede privada, o tratamento com glargina pode custar até R$ 250 a cada dois meses. Ao ampliar o acesso gratuito pelo SUS, o Estado reduz um peso importante no orçamento de famílias que já convivem com despesas constantes com exames, alimentação adequada e acompanhamento médico.

A transição será feita de forma gradual e individualizada, com acompanhamento das equipes da Atenção Primária à Saúde. Profissionais já passaram por capacitação específica para orientar os pacientes sobre o uso das canetas aplicadoras e o ajuste das doses.

O avanço também tem um significado estratégico: o fortalecimento da produção nacional de insulina, reduzindo a dependência do mercado externo em um cenário global marcado por escassez desse insumo. Em outras palavras, trata-se não apenas de ampliar o acesso, mas de garantir segurança e continuidade no abastecimento.

Para quem vive com diabetes, cada pequena estabilidade é uma conquista. E, neste caso, a mudança vai além da farmacologia: ela reorganiza a rotina, diminui riscos, amplia autonomia e oferece mais previsibilidade a uma condição que exige vigilância constante.

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