Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 Login
“A mente adoece, o corpo para — e as organizações sentem.” É com essa frase que a neuroterapeuta Cleide Oliveira costuma iniciar suas palestras sobre saúde emocional no ambiente de trabalho. Segundo ela, o adoecimento psíquico tem afetado equipes em diferentes setores e como o cuidado emocional deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade urgente nas empresas e instituições públicas.
“Estamos lidando com pessoas que carregam pressões, inseguranças e traumas. E quando isso não é acolhido ou compreendido, o reflexo aparece no desempenho, nas faltas, nos conflitos internos, nas demissões e nos afastamentos prolongados”, explicou.
Os dados reforçam o alerta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os transtornos de ansiedade e a depressão estão entre as principais causas de afastamento laboral no mundo. No Brasil, a Associação Brasileira de Psiquiatria estima que cerca de 30% das licenças médicas têm relação direta com questões emocionais.
Cleide atua com neuroterapia e treinamentos voltados ao desenvolvimento emocional no ambiente corporativo. “Durante muito tempo se acreditou que bastava oferecer psicólogo ou atendimento pontual. Mas isso não resolve o problema estrutural. O que propomos são vivências que promovem consciência e responsabilidade emocional. O colaborador é convidado a se observar, reconhecer padrões e mudar sua forma de se relacionar com o trabalho e com a vida”, disse.
NA PRÁTICA
Em uma das experiências recentes, Cleide conduziu um treinamento com operadoras de telemarketing do Hospital Uopeccan, em Umuarama. Segundo ela, a atividade revelou o quanto pequenas pausas para escuta e autorreflexão podem gerar mudanças no comportamento das equipes. “Foi um encontro simples, mas com efeito profundo. Elas perceberam como estavam reagindo no automático, sem perceber o quanto isso gerava tensão no ambiente. Ao final, muitas relataram sentir mais clareza e controle sobre suas emoções.”
Esse tipo de abordagem está em consonância com a Norma Regulamentadora NR-01 do Ministério do Trabalho, que estabelece diretrizes para ações de prevenção de riscos psicossociais e promoção da saúde emocional no ambiente corporativo. “Não se trata apenas de cuidado. Trata-se também de uma exigência legal. Organizações precisam compreender que saúde emocional não é custo, é investimento”, destacou.
No Paraná, algumas administrações públicas já começam a incorporar essa visão. O Tribunal de Contas do Estado, por exemplo, recomendou recentemente que órgãos municipais adotem programas de capacitação emocional para seus servidores. “É um avanço. Servidores mais conscientes e emocionalmente preparados tendem a prestar um serviço público mais eficaz, com menos adoecimento e menor rotatividade”, comentou.
Os efeitos positivos podem se estender além do local de trabalho. “Um colaborador que aprende a lidar com suas emoções tende a ser mais equilibrado em casa, com a família, com os filhos. Isso reflete em relações sociais mais saudáveis. Ou seja, cuidar da saúde emocional é uma ação de utilidade pública. Melhora o clima organizacional, reduz afastamentos e alivia o sistema público de saúde.”
Cleide, que também é gestora hospitalar e possui certificações internacionais em neuroterapia, destaca que o desafio ainda é cultural. “Falar sobre emoções no ambiente de trabalho ainda é visto com resistência. Há quem ache que isso é assunto particular. Mas o impacto está ali, no dia a dia, nos números de produtividade, nas relações desgastadas.”
Para ela, o caminho é claro: “Não basta treinar competências técnicas. Precisamos treinar a capacidade humana de lidar com emoções. É isso que sustenta uma equipe forte, resiliente e conectada.”
SAIBA MAIS, CLIQUE AQUI!
Cleide Oliveira é neuroterapeuta, gestora hospitalar e palestrante. Atua com treinamentos presenciais e consultorias para instituições públicas e privadas. É certificada em neuroterapia nos Estados Unidos, com especializações em Frequência Vibracional, Sonoterapia e formação em Psicanálise Clínica.
Contato: 44 9893-2687 e (44) 99731-1154
COM 100% DE DEDUÇÃO FISCAL
SE VOCÊ AMAMENTA, SEJA DOADORA
Banco de Leite Humano da Norospar precisa de novas doadoras para manter abastecimento
CULTURA TRANSFORMADORA
Terapeuta de Umuarama tem projeto cultural aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura