Segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026 Login
O outono terminou com números alarmantes e o inverno chegou sem trégua para os casos de dengue na região de Umuarama. Segundo dados oficiais da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, a 12ª Regional de Saúde já contabiliza mais de 5.127 diagnósticos confirmados da doença apenas em 2025. O inverno costuma propagar a falsa sensação de que o mosquito da dengue desaparece com o frio.
Essa crença, segundo especialistas, é um dos maiores obstáculos no controle da doença. O mosquito Aedes aegypti pode até ter seu ciclo reprodutivo desacelerado nas temperaturas mais baixas, mas continua presente e ativo. Seus ovos permanecem viáveis por até um ano, mesmo fora d’água. Basta um pouco de calor e chuva para que a infestação volte com força.
O cenário atual exige mais do que boletins e alertas oficiais. Exige consciência coletiva. Enquanto muitos esperam que o poder público “faça sua parte”, o mosquito encontra abrigo em quintais abandonados, caixas d’água mal vedadas, vasos de planta com acúmulo de água e garrafas descartadas de forma inadequada.
A dengue costuma chegar com febre alta, dor no corpo, atrás dos olhos, cansaço extremo, manchas na pele, náuseas e, em casos mais graves, sangramentos, dor abdominal persistente e risco de choque. Quando os sintomas surgem, o tempo é precioso. Procurar atendimento médico imediato é imprescindível. E tão importante quanto tratar é não se automedicar. Medicamentos como ácido acetilsalicílico (AAS) são contraindicados e podem agravar os quadros hemorrágicos.
Além da dengue, o Aedes aegypti é também transmissor da zika e da chikungunya, doenças que continuam circulando silenciosamente em muitos municípios paranaenses. A prevenção, portanto, não é apenas uma medida contra um único vírus, mas uma barreira contra uma tríade de ameaças à saúde pública.
As orientações continuam sendo as mesmas, ano após ano. Mas a repetição não pode ser motivo de descaso, e sim reforço. Eliminar focos de água parada, manter reservatórios fechados, limpar calhas, cuidar do lixo, trocar a água dos animais com frequência e observar objetos no quintal que possam acumular água. A prevenção não é complexa. Mas exige rotina, vigilância e responsabilidade social.
A dengue não é uma responsabilidade só do governo, dos agentes de saúde ou dos vizinhos. É de todos.
A dengue não é uma doença simples
Embora, na maioria dos casos, os sintomas da dengue possam parecer uma “virose comum”, a doença pode evoluir para quadros graves e até fatais, especialmente em crianças, idosos e pessoas com comorbidades.
Além disso, a reinfecção pelo vírus aumenta significativamente o risco de formas graves, como a dengue hemorrágica, que pode causar choque, sangramentos internos e falência de órgãos.
Sintomas mais comuns da dengue:Febre alta (acima de 38,5ºC)
Dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos
Dores no corpo e articulações
Cansaço extremo
Náuseas e vômitos
Manchas vermelhas na pele (exantema)
Sangramentos nas gengivas ou nariz
Dor abdominal intensa e contínua
Vômitos persistentes
Tontura ou desmaios
Dificuldade para respirar
Em casos assim, a recomendação é procurar imediatamente atendimento médico. A automedicação, especialmente com medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (como AAS e Aspirina), é proibida pois pode agravar hemorragias.
COM 100% DE DEDUÇÃO FISCAL
SE VOCÊ AMAMENTA, SEJA DOADORA
Banco de Leite Humano da Norospar precisa de novas doadoras para manter abastecimento
CULTURA TRANSFORMADORA
Terapeuta de Umuarama tem projeto cultural aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura