Segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026 Login
Mais do que um doce saboroso, o chocolate é um alimento que atravessa civilizações, culturas e séculos de história. Conhecido por seu sabor delicioso e nutritivo, ele nasceu como bebida sagrada entre os povos indígenas da América Central e, com o tempo, se transformou em um dos produtos mais consumidos — e pesquisados — do planeta.
Originário do cacau (Theobroma cacao), cujo nome em grego significa literalmente “alimento dos deuses”, o chocolate era utilizado há mais de 3 mil anos por civilizações como os maias e os astecas. Misturado a pimenta, mel ou ervas, era servido em rituais religiosos e também como bebida energética. Para esses povos, o cacau tinha um valor tão grande que seus grãos chegaram a ser usados como moeda.
Foi no século XVI que os espanhóis levaram o cacau à Europa. Por lá, o amargo xarope indígena ganhou açúcar, leite e especiarias, conquistando paladares da nobreza e iniciando uma jornada de transformações. A partir do século XIX, com o avanço da indústria e o surgimento da prensa de cacau, surgiram o chocolate em pó, o chocolate sólido e o chocolate ao leite — produtos que passaram a fazer parte da cultura gastronômica global.
Mas o chocolate não é só prazer. Ele também é objeto de interesse da ciência. Diversos estudos apontam que o consumo moderado de chocolate com alto teor de cacau — especialmente o amargo — pode oferecer benefícios à saúde. O cacau é rico em flavonoides, compostos antioxidantes que ajudam a reduzir a pressão arterial, melhorar a circulação sanguínea e contribuir para a saúde do coração. Há também evidências de que ele pode atuar positivamente no humor, graças à presença de substâncias como a teobromina e o triptofano, associadas à produção de serotonina.
Esse efeito sobre o humor torna o chocolate, inclusive, um conhecido aliado das mulheres durante o período da Tensão Pré-Menstrual (TPM). Estudos sugerem que o consumo moderado pode aliviar sintomas como irritabilidade, ansiedade e desejo por doces, justamente por estimular neurotransmissores ligados ao bem-estar. Não por acaso, ele costuma ser o desejo número um nos dias que antecedem o ciclo menstrual.
Além da alimentação, o chocolate conquistou espaço em outras áreas. Está presente na indústria cosmética, com cremes hidratantes e esfoliantes à base de cacau, e também em suplementos alimentares que exploram seu sabor e propriedades bioativas. Na alta gastronomia, ganhou status de ingrediente versátil, utilizado inclusive em pratos salgados e sofisticadas harmonizações.
No Dia Mundial do Chocolate, celebrado em 7 de julho, vale lembrar: o que começou como símbolo espiritual, atravessou os séculos, ganhou status científico e continua despertando fascínio. Seja na forma de um simples bombom, em receitas elaboradas ou como ativo cosmético, o chocolate segue conquistando corações — e agora também, ganhando respaldo da ciência.
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