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O Ministério da Saúde vai reduzir o intervalo de aplicação da terceira dose da vacina contra covid-19 de cinco para quatro meses. A portaria com essa alteração foi publicada nesta segunda-feira (20). “A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir hospitalizações e óbitos, em especial em grupos de risco”, declarou o ministro da Saúde, Marcel Queiroga, orientando que a população deve se manter informada sobre o calendário vacinal em seus respectivos municípios.
Pfizer
Segundo o Ministério da Saúde, a vacina da Pfizer será utilizada como dose de reforço em pessoas vacinadas com os imunizantes Coronavac, AstraZeneca e Pfizer. "A opção por essa vacina levou em consideração o aumento da resposta imunológica no esquema heterólogo. De maneira alternativa, os imunobiológicos da Janssen e AstraZeneca também poderão ser utilizados na dose de reforço", diz nota do ministério.
Janssen
Inicialmente com aplicação única, a vacina da Janssen também deverá ser reforçada. De acordo com o ministério, quem recebeu a vacina há dois ou seis meses pode comparecer a um posto de saúde para a segunda dose. Nesse caso, o imunizante utilizado deverá ser do mesmo fabricante.
Também foi recomendada a aplicação de uma dose de reforço da vacina Covid-19 para todos os indivíduos imunocomprometidos com mais de 18 anos que já completaram o esquema primário de vacinação, ou seja, tomaram as duas doses da vacina e a dose adicional. O intervalo para a aplicação desta nova dose é de quatro meses contados a partir da conclusão ciclo vacinal inicial.
Mudanças para D2 em Umuarama
Em Umuarama, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que o intervalo para vacinação da segunda dose caiu para 21 dias, conforme indicado na bula da Pfizer. Antes, as pessoas precisavam esperar 56 dias entre a primeira e a segunda aplicação. Deve-se observar a data da imunização anotada na carteirinha.
A mudança só vale para a população adulta — com 18 anos ou mais. Nos adolescentes, o intervalo continua sendo de oito semanas. A coordenadora de Atenção Primária em Saúde, Simony Rodrigues Bernardelli Rosa, reforça que a segunda dose é fundamental para evitar o aumento de casos graves e garantir proteção coletiva. “O objetivo da redução do intervalo entre a primeira e a segunda dose é acelerar a vacinação dos umuaramenses, aumentando a quantidade de pessoas com esquema vacinal completo. Dessa forma, conseguimos reduzir os índices de transmissão da doença e as internações, principalmente os casos graves”, explica.
A implementação da medida entrou em vigor nesta terça-feira (21). No caso de pessoas com imunossupressão, a dose adicional deve ser administrada 28 dias após a última dose do esquema vacinal primário. “A vacina a ser utilizada para a dose de reforço deve ser, preferencialmente, da Pfizer, independentemente de qual tenha sido o imunizante aplicado no esquema vacinal primário”, detalha.
Pessoas imunocomprometidas
De acordo com o Plano Nacional de Operacionalização (PNO) do Ministério da Saúde, são considerados pacientes imunocomprometidos:
Gestantes e puérperas
A nota técnica ainda detalha que mulheres grávidas ou que tiveram filhos nos últimos 45 dias deverão receber uma dose de reforço, preferencialmente com o imunizante Comirnaty/Pfizer, a partir de 5 meses do esquema primário. Vacinas de vetor viral -AstraZeneca e Janssen- não são recomendadas para o uso em gestantes.
As orientações constam em nota técnica divulgada pela Pasta nesta segunda-feira (20). Leia a íntegra aqui.
Com informações do Ministério da Saúde/PMU
Foto: Agência Brasil
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