Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 Login
O estudo aponta que os indivíduos começam a transmitir o vírus mesmo antes da fase pré-sintomática
Foto: Divulgação
Segundo o estudo publicado no The Lancet no dia 17 de junho, a transmissibilidade entre contatos domésticos e não-domésticos ainda não havia sido desvendada. Para tanto foram utilizados dados de rastreamento dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), na cidade de Guangzhou, na China.
Indivíduos da mesma família ou parentes próximos, como pais e sogros, independente do endereço residencial, e indivíduos que moravam na mesma residência, independente do grau de parentesco e nível de relacionamento foram considerados durante o estudo.
Foram analisados 215 casos de Covid-19: 2 primários e 134 secundários ou terciários (infectados por contato com familiares) entre os dias 7 de janeiro e 18 de fevereiro. Também foram obtidas informações de 1.964 pessoas que estavam sendo observadas, mas não contraíram a enfermidade.
Após análise estatística, os pesquisadores mostraram que indivíduos com menos de 20 anos têm uma chance média de 5,2% de contraírem uma infecção “caseira” pelo novo coronavírus. O índice é menor do que o encontrado nas outras faixas etárias analisadas. Entre 20 e 59 anos, a possibilidade é de 14,8%. Já em idosos com mais de 60 anos, é de 18,4%.
O estudo aponta que os indivíduos começam a transmitir o vírus mesmo antes da fase pré-sintomática. Na opinião dos autores, essas informações podem servir para criar uma estratégia de proteção dentro das instalações e entre contatos familiares.
Com 3 milhões de casos de Covid-19, o Brasil vive um momento de grande oportunidade em relação à pandemia, segundo o diretor de operações da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan.
O representante afirmou em uma coletiva de imprensa em que afirmou que existem sinais de que os números de proliferação de casos da Covid-19 no país tenham se estabilizado nos últimos dias e que o país tem, pela primeira vez, a chance de iniciar um caminho em direção ao controle da enfermidade.
Um dos grandes desafios do Brasil será reduzir a taxa de novos casos de transmissão. Mas sem uma ação conjunta das autoridades, não existem garantias de que a pandemia perca força no país.
“Não estamos vendo o aumento que tivemos no mês de abril e maio, quando houve uma taxa elevada de crescimento. Entretanto, essa doença não está descendo a montanha. Os números se estabilizaram. Contudo, eles deveriam começar a cair de uma forma sistemática e diária. O Brasil está ainda no meio da luta”, apontou Michael Ryan.
Para a OMS, outro sinal positivo é o número de reprodução do vírus, que estaria entre 0,5 e 1,5 no país. Nos meses de abril e maio, ele chegou a variar entre 1,5 e 2. Ou seja, cada pessoa infectada contaminava duas outras pessoas.
“Hoje, o vírus não esta dobrando na população com a velocidade que ocorria antes. O aumento não é mais exponencial. Ele tem atingido um platô. Mas os casos e mortes não pararam e não há garantiria de que vá cair por si só. Já vimos isso em outros países”, frisou o diretor de operações da OMS.
*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED
Autora: Úrsula Neves
Referências bibliográficas:
COM 100% DE DEDUÇÃO FISCAL
SE VOCÊ AMAMENTA, SEJA DOADORA
Banco de Leite Humano da Norospar precisa de novas doadoras para manter abastecimento
CULTURA TRANSFORMADORA
Terapeuta de Umuarama tem projeto cultural aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura