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Em 13 anos, a obesidade passou de 11,8% em 2006 para 20,3% em 2019, um crescimento de 72%
Foto: Divulgação
Cerca de 7% dos brasileiros sofrem de diabetes, 24,5% hipertensão e 20% estão obesos, segundo dados obtidos pela pesquisa Vigitel 2019 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), lançada este ano pelo Ministério da Saúde.
Desde o início do monitoramento, em um período de 13 anos, esse foi o maior aumento em relação à obesidade, que passou de 11,8% em 2006 para 20,3% em 2019, um crescimento de 72%.
Isso significa que dois em cada dez brasileiros estão obesos. Ao incluirmos o excesso de peso nesta contagem, metade dos brasileiros está nesta situação (55,4%).
Os resultados indicam também que os casos de diabetes passaram de 5,5% para 7,4%, e os de hipertensão arterial subiram de 22,6% para 24,5%, no período entre os anos de 2006 e 2019.
Em relação ao diabetes, o perfil de maior prevalência está entre as mulheres acima de 65 anos.
O mesmo perfil se aplica a hipertensão arterial, presente em 59,3% dos adultos a partir dos 65 anos: 55,5% do sexo masculino e 61,6% do feminino.
Quanto ao excesso de peso, o índice passou de 42,6% em 200 para 55,4% no período de 13 anos. O maior índice está entre os homens, com 57,1%. O percentual entre as mulheres está em 53,9%.
O monitoramento telefônico ainda mostrou que o excesso de peso tende a aumentar com a idade: para os jovens de 18 a 24 anos, a prevalência foi de 30,1% e entre os adultos com 65 anos e mais de 59,8%.
Por outro lado, a incidência diminui com a escolaridade: nos indivíduos com até oito anos de estudo, a prevalência foi de 61,0%. Já entre aqueles com 12 anos ou mais de estudo, de 52,2%.
Em relação à obesidade, o maior percentual está entre elas (21%) e também aumentando conforme a idade: para os jovens de 18 a 24 anos é de 8,7% e entre os adultos com 65 anos e mais, alcança o índice de 20,9%. A obesidade é maior para os indivíduos com até oito anos de escolaridade (24,2%) ante aqueles com 12 anos ou mais (17,2%).
Os resultados apresentados para diabetes e hipertensão arterial merecem destaque diante da pandemia de Covid-19. Estudos realizados com pacientes chineses e de outros países apontaram para maior risco de agravamento e óbito por Covid-19 em indivíduos que apresentam comorbidades, como diabetes e hipertensão, além de doenças cardiovasculares.
No Brasil, até o dia 20 de abril, 72% dos óbitos confirmados para a Covid-19 eram de indivíduos maiores de 60 anos e 70% apresentavam, no mínimo, um fator de risco. Entre as comorbidades associadas, a cardiopatia aparece na frente (945 óbitos), seguida de diabetes (734 óbitos), pneumopatia (187), doença renal (160) e neurológica (159).
Vigitel
A pesquisa Vigitel faz parte das ações do Ministério da Saúde para monitorar a frequência e a distribuição de fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis em todas as capitais brasileiras.
Entre essas enfermidades estão: diabetes, obesidade, câncer, doenças respiratórias crônicas e cardiovasculares, como a hipertensão arterial.
Fonte: PEBMED
*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED
Autora: Ursula Neves
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