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“Não usem canetas emagrecedoras sem o devido acompanhamento médico”, alerta especialista

Publicado em 06/02/2026 às 11:01 por Editoria Movimento Saúde

*“Não usem canetas emagrecedoras sem o devido acompanhamento médico.” O alerta é firme, direto e necessário.* A afirmação é do Dr. Fábio Augusto de Carvalho, gastroenterologista e cirurgião bariátrico, CRM 17207-PR, com RQE 11419, RQE 13079 e RQE 21422, diante do crescimento acelerado e preocupante do uso indiscriminado desses medicamentos no Brasil.

Nos últimos anos, o país passou a conviver com uma verdadeira explosão no consumo das chamadas canetas emagrecedoras — medicamentos injetáveis desenvolvidos, inicialmente, para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, mas que passaram a ser utilizados de forma inadequada, muitas vezes sem prescrição, sem acompanhamento médico e, em casos ainda mais graves, adquiridos por meio do mercado ilegal e do contrabando, especialmente a partir do Paraguai.

Segundo o Dr. Fábio Augusto de Carvalho, o problema central não está no avanço terapêutico representado por esses medicamentos, mas na banalização do seu uso. “Quando o paciente tem um acompanhamento médico adequado, esses medicamentos oferecem benefícios muito significativos, sendo indicados para uma série de doenças, inclusive a obesidade”, explica o especialista. “O risco começa quando o uso ocorre sem avaliação clínica, sem indicação correta ou com produtos de procedência duvidosa.”

Contrabando, falsificação e risco sanitário
 

Além do uso sem supervisão profissional, outro fator que tem ampliado os riscos à saúde é o crescimento do mercado ilegal de canetas emagrecedoras. Operações recentes das forças de segurança resultaram na apreensão de centenas de unidades desses medicamentos, muitas delas transportadas de forma clandestina, sem qualquer controle sanitário ou garantia de qualidade.

De acordo com o médico, as ocorrências de reações graves associadas ao uso de canetas falsificadas ou contrabandeadas têm se tornado cada vez mais frequentes. “Esses produtos podem não conter o princípio ativo correto, apresentar dosagens erradas ou estar contaminados. Além disso, são medicamentos que exigem armazenamento rigoroso, geralmente sob refrigeração. Quando essa cadeia é quebrada, o risco para o paciente é real e significativo”, alerta.

Medicamentos dessa classe são considerados termolábeis, ou seja, sensíveis à temperatura. O transporte inadequado, comum no contrabando, pode comprometer completamente sua eficácia e segurança, transformando o produto em um potencial agente de dano à saúde.

Uso sem acompanhamento amplia chances de complicações
 

Mesmo quando adquiridas por vias regulares, as canetas emagrecedoras não são isentas de riscos. Náuseas, vômitos, diarreia, desidratação e hipoglicemia estão entre os efeitos adversos mais comuns. Em casos mais raros, há registros de complicações graves, como pancreatite, que exigem diagnóstico e intervenção médica imediata.

O uso sem acompanhamento também pode mascarar doenças pré-existentes, levar à utilização de doses inadequadas e gerar uma falsa sensação de segurança.
“Não existe medicamento milagroso. Existe tratamento sério, individualizado e responsável”, reforça o Dr. Fábio. “Por isso, faço questão de repetir: não usem canetas emagrecedoras sem o devido acompanhamento médico.”

Alerta às autoridades e à população
 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem reforçado orientações sobre a necessidade de prescrição médica e alertado para os riscos do consumo de medicamentos sem registro no Brasil. A recomendação é clara: medicamentos devem ser adquiridos exclusivamente em farmácias autorizadas, com receita médica e acompanhamento contínuo.

Em um cenário marcado pela pressão estética, pela busca por resultados rápidos e pela circulação de informações nem sempre confiáveis nas redes sociais, o especialista reforça que a saúde não pode ser colocada em segundo plano. “O tratamento da obesidade e das doenças metabólicas exige abordagem multidisciplinar, responsabilidade médica e acompanhamento contínuo”, enfatiza.

O alerta do Dr. Fábio Augusto de Carvalho ecoa como um chamado à consciência coletiva — para pacientes, profissionais e autoridades. Porque, quando o assunto é saúde, o atalho pode custar caro demais.

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