Terça-feira, 24 de fevereiro de 2026 Login
O lançamento do energético “Baly Tadala”, edição limitada para o Carnaval de Salvador, gerou forte repercussão nas redes sociais após internautas associarem o nome do produto ao medicamento tadalafila, usado no tratamento da disfunção erétil. A polêmica levou o Conselho Federal de Farmácia (CFF) a manifestar preocupação com o uso de trocadilhos que fazem referência a um fármaco de prescrição médica, o que pode incentivar a automedicação e banalizar o uso de medicamentos.
A Baly Brasil afirma que a bebida não contém tadalafila nem qualquer outro medicamento, segue todas as normas sanitárias e que o nome remete apenas à ideia de energia e vigor, sem relação com o fármaco.
Mesmo assim, o CFF alerta que campanhas desse tipo podem reforçar a percepção equivocada de que medicamentos são inofensivos e de uso recreativo. A entidade lembra que o consumo de tadalafila cresceu 216% no Brasil em quatro anos, segundo dados da Anvisa, e destaca os riscos do uso indiscriminado, como efeitos adversos, mascaramento de doenças e dependência psicológica.
As informações são do Estadão.