Sexta-feira, 4 de abril de 2025 Login
A doença falciforme é uma condição genética e hereditária que afeta a forma e a função dos glóbulos vermelhos. Nessa doença, os glóbulos vermelhos, que normalmente são arredondados e flexíveis, assumem uma forma de foice ou meia-lua, tornando-se rígidos e propensos a obstruir pequenos vasos sanguíneos. Essa alteração pode levar a episódios de dor intensa, conhecidos como crises falciformes, além de anemia, infecções frequentes e danos a órgãos vitais.
Sintomas Comuns da Doença Falciforme:
Anemia crônica
Crises de dor nos ossos e articulações
Icterícia (pele e olhos amarelados)
Inchaço nas mãos e pés (síndrome mão-pé)
Infecções frequentes
Úlceras nas pernas
Complicações como acidente vascular cerebral e síndrome torácica aguda
O diagnóstico precoce é fundamental e pode ser realizado por meio do teste do pezinho em recém-nascidos ou pela eletroforese de hemoglobina em outras idades.
Tratamento Disponível no SUS: O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acompanhamento multidisciplinar para pacientes com doença falciforme, incluindo médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. O tratamento visa controlar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Medicamentos Disponíveis:
Hidroxiureia: Utilizada para reduzir a frequência das crises de dor e a necessidade de transfusões sanguíneas.
Ácido Fólico: Suplemento que auxilia na produção de glóbulos vermelhos saudáveis.
Penicilina Profilática: Indicada especialmente para crianças, visando prevenir infecções graves.
Novidade no Tratamento: Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação da deferiprona ao SUS para tratar a sobrecarga de ferro em pacientes com doença falciforme. Essa condição é comum devido às transfusões sanguíneas frequentes necessárias para controlar a doença. A deferiprona é um quelante de ferro que se liga ao excesso de ferro no organismo, facilitando sua eliminação e prevenindo danos a órgãos vitais como coração e fígado.
Com essa incorporação, os pacientes terão acesso a mais uma opção terapêutica para manejar a sobrecarga de ferro, complementando as alternativas já disponíveis no SUS.
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