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Doença Falciforme: saiba mais sobre essa doença rara e os medicamentos disponíveis no SUS

Publicado em 03/04/2025 às 22:23 por Editoria Movimento Saúde

A doença falciforme é uma condição genética e hereditária que afeta a forma e a função dos glóbulos vermelhos. Nessa doença, os glóbulos vermelhos, que normalmente são arredondados e flexíveis, assumem uma forma de foice ou meia-lua, tornando-se rígidos e propensos a obstruir pequenos vasos sanguíneos. Essa alteração pode levar a episódios de dor intensa, conhecidos como crises falciformes, além de anemia, infecções frequentes e danos a órgãos vitais. ​

Sintomas Comuns da Doença Falciforme:

  • Anemia crônica​

  • Crises de dor nos ossos e articulações​

  • Icterícia (pele e olhos amarelados)

  • Inchaço nas mãos e pés (síndrome mão-pé)​

  • Infecções frequentes​

  • Úlceras nas pernas​

  • Complicações como acidente vascular cerebral e síndrome torácica aguda​

O diagnóstico precoce é fundamental e pode ser realizado por meio do teste do pezinho em recém-nascidos ou pela eletroforese de hemoglobina em outras idades. 

Tratamento Disponível no SUS: O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acompanhamento multidisciplinar para pacientes com doença falciforme, incluindo médicos, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. O tratamento visa controlar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. ​

Medicamentos Disponíveis:

  • Hidroxiureia: Utilizada para reduzir a frequência das crises de dor e a necessidade de transfusões sanguíneas.​

  • Ácido Fólico: Suplemento que auxilia na produção de glóbulos vermelhos saudáveis.​

  • Penicilina Profilática: Indicada especialmente para crianças, visando prevenir infecções graves.​

Novidade no Tratamento: Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação da deferiprona ao SUS para tratar a sobrecarga de ferro em pacientes com doença falciforme. Essa condição é comum devido às transfusões sanguíneas frequentes necessárias para controlar a doença. A deferiprona é um quelante de ferro que se liga ao excesso de ferro no organismo, facilitando sua eliminação e prevenindo danos a órgãos vitais como coração e fígado. ​

Com essa incorporação, os pacientes terão acesso a mais uma opção terapêutica para manejar a sobrecarga de ferro, complementando as alternativas já disponíveis no SUS.

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