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Musculação protege o cérebro de idosos contra demência, aponta estudo

Publicado em 02/04/2025 às 18:27 por Editoria Movimento Saúde

Benefícios da musculação para o cérebro

Um estudo do Instituto de Pesquisa sobre Neurociências e Neurotecnologia (Brainn), da Fapesp, confirmou que a musculação protege o cérebro de idosos contra a demência. A pesquisa, publicada na revista GeroScience, acompanhou 44 pessoas com comprometimento cognitivo leve e mostrou que o exercício preserva regiões cerebrais essenciais, como o hipocampo e o pré-cúneo.

Melhora na estrutura cerebral

Os pesquisadores também observaram impacto positivo na substância branca do cérebro, responsável pela conexão entre neurônios. Metade dos participantes que praticaram musculação regularmente apresentou melhoras significativas após seis meses. Em alguns casos, os indivíduos deixaram de ter o diagnóstico de comprometimento cognitivo leve.

"No grupo que praticou musculação, todos apresentaram melhoras de memória e anatomia cerebral", destacou a pesquisadora Isadora Ribeiro, da Unicamp.

Demência no Brasil

Atualmente, cerca de 2,71 milhões de idosos no Brasil sofrem de demência, e esse número pode dobrar até 2050. Segundo o Ministério da Saúde, até 45% dos casos poderiam ser evitados ou retardados com a redução de fatores de risco, como baixa escolaridade, hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e inatividade física.

Exercícios e qualidade de vida

A prática regular de musculação tem impacto positivo na qualidade de vida de idosos. Shirley de Toro, de 62 anos, relata que os exercícios ajudaram na recuperação após uma cirurgia cerebral e um acidente. "Quando comecei a fazer exercícios de força, as dores pararam. Melhorou muito", afirmou.

Importância das políticas públicas

Especialistas ressaltam a necessidade de políticas públicas que incentivem a atividade física na terceira idade. "Os estudos mostram que o trabalho de força é essencial para manter a autonomia e prevenir doenças", explicou Alessandra Nascimento, do Sesc São Paulo. A inclusão de profissionais de educação física no SUS poderia ampliar o acesso a essas atividades.

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