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O Alcoolismo é uma doença que acontece decorrente ao consumo excessivo, duradouro e compulsivo de bebidas alcoólicas, o qual degrada a vida pessoal, familiar, profissional e social do indivíduo.

Foto: Divulgação

O que é alcoolismo

Publicado em 03/12/2018 às 15:33 por Rosi Rodrigues

O álcool é uma droga depressora do sistema nervoso central. Age diretamente sobre os lipídios e as gorduras presentes em todos os tecidos do corpo humano, inclusive na membrana que envolve e protege o cérebro. O poder destrutivo do álcool vem da capacidade que essa substância tem de provocar lesões em tecidos adiposos (gordura). O Alcoolismo é uma doença que acontece decorrente ao consumo excessivo, duradouro e compulsivo de bebidas alcoólicas, o qual degrada a vida pessoal, familiar, profissional e social do indivíduo. O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o bom funcionamento do organismo, levando a consequências irreversíveis. 
 

Sintomas e exames

Antes da dependência ocorre a tolerância, que é o fato de uma pessoa precisar de doses cada vez maiores para produzir os mesmos efeitos e pode ser um alerta para o desenvolvimento da doença. A dependência pode ser percebida quando há uma necessidade incontrolável de beber, dificuldade em impor limites ao consumo de bebida, e a abstinência causa sintomas como náusea, suor, tremores e ansiedade. O alcoolismo, também conhecido como "síndrome da dependência do álcool", é uma doença que se desenvolve após o uso repetido de álcool.


Principais Causas

As bebidas alcoólicas têm sido consumidas cada vez mais cedo. O álcool funciona muitas vezes como válvula de escape para situações do cotidiano da qual as pessoas sentem dificuldade de enfrentar. A busca pela autoafirmação, por uma posição de destaque no grupo de amigos também pode fugir do controle, e essas situações são frequentes. Fatores sociais, psicológicos e sobretudo genéticos, contribuem decisivamente para a instalação do alcoolismo.


Tratamento e cuidados após o diagnóstico

A natureza do tratamento depende do grau de dependência do indivíduo e dos recursos disponíveis. Eles podem ser feitos em hospitais, em casa ou em consultas ambulatoriais. O envolvimento dos familiares é o pilar mais importante para a recuperação do dependente. O tratamento pode incluir a desintoxicação, que é o processo de retirada o álcool de uma pessoa de maneira gradativa e com segurança. Outra possibilidade é o uso de medicamentos para que haja a diminuição da compulsão pelo consumo do álcool e para que ele se torne aversivo. Junto a isso o aconselhamento e grupos de apoio podem ajudar a pessoa a identificar situações e sentimentos que levam à necessidade de beber além de construir novas maneiras de lidar com essas situações.

 

Complicações

O consumo crônico do álcool por prazo muito longo acaba por levar a mudanças psicológicas profundas, entre as quais aquelas que incluem alterações dos padrões éticos e emocionais da pessoa, deterioração das relações familiares e sociais e descaso com as tarefas laborativas. Pode levar alterações dos padrões funcionais de órgãos vitais como aparelho digestivo, fígado e coração. As doenças mais comuns associadas ao alcoolismo são a cirrose hepática, hipertensão arterial, derrame cerebral, as síndromes amnésica, demencial, alucinatória e delirante, além de ansiedade, depressão, distúrbios sexuais, alterações do sono, desenvolvimento de doenças autoimunes e diabetes. A abstinência pode causar pressão alta, tremores generalizados, irritabilidade, agitação, ansiedade, perda do sono, alucinações e síndrome do pânico.

Fonte: prevencao.cardiol

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