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Em todo o Paraná, o toque de recolher foi estendido por mais 10 dias, reforçando a necessidade de manter as medidas restritivas

Foto: PMU

Medidas de combate à Covid-19 seguem sem alteração para o momento

Publicado em 01/02/2021 às 18:25

A secretária municipal de Saúde, Cecília Cividini, e o prefeito Celso Pozzobom reuniram representantes dos hospitais, da Associação Médica de Umuarama, do COE (Centro de Operações de Enfrentamento à Covid-19) e do Ministério Público na manhã desta segunda-feira, na Prefeitura, para avaliar a situação da pandemia na cidade e discutir solicitações de flexibilização que têm chegado de alguns segmentos da economia local.

Por decisão unânime, neste momento não haverá mudanças nas medidas definidas pelo município para conter o avanço dos casos. “A curva de casos tem caído, neste início de ano, porém a taxa de ocupação de leitos hospitalares – principalmente nas unidades de terapia intensiva – segue alta em toda a macrorregião. Sempre que flexibilizamos algumas medidas os casos aumentam e se isso ocorrer agora não haverá leitos para todos os pacientes”, explicou Cecília.

O prefeito Celso Pozzobom lembrou que o governo do Estado estendeu por mais 10 dias o toque de recolher, a partir das 23h, o que reforça a necessidade de manter as medidas restritivas. “Temos de pensar coletivamente, no bem da maioria da população. Ainda temos índices de ocupação de leitos acima de 90% e, mesmo que poucos umuaramenses estejam internados neste momento, nossos hospitais estão lotados com pacientes da região. Para flexibilizar precisamos que o quadro evolua um pouco mais”, avaliou.

A vacina é um ponto positivo nesta direção, porém é preciso aguardar que ela chegue em massa à população. “Por enquanto estão vacinados com a primeira dose apenas os nossos profissionais de saúde e idosos em instituições de longa permanência. É pouco para relaxar nas medidas”, acrescentou a secretária. Os pedidos dos setores empresariais estão em constante discussão no COE. “Entendemos a importância deste segmentos, mas temos visto a população relaxar nas medidas. Tivemos muitas aglomerações neste final de semana e a fiscalização mostra que nem todos levam as medidas a sério. Decidimos ouvir a classe médica, o COE e a Saúde Municipal antes de qualquer decisão, como sempre fazemos. É preciso mais adesão e cuidados para reduzirmos os números e aí, sim, falar em flexibilização”, completou Pozzobom.

O infectologista do município, Ricardo Perci, lembrou que o carnaval está chegando e, mesmo com as recomendações de isolamento social, é comum a população viajar ou receber visitantes. Da mesma forma, em poucos dias haverá a volta das aulas presenciais que, apesar de todos os cuidados, devem aumentar a circulação da população, elevando os riscos. “Tudo isso precisa ser medido, ter os efeitos avaliados, antes de se tomar definições”, destacou.

A secretária da Saúde relatou ainda as dificuldades enfrentadas pela fiscalização da Vigilância em Saúde, mesmo com o apoio da Guarda Municipal e da Polícia Militar, devido à resistência da população em adotar as medidas preventivas. A reunião teve a presença e a aprovação unânime do promotor de Justiça, Marcos Antônio de Souza, da chefe da 12ª Regional de Saúde, Viviane Herrera, do presidente da Associação Médica de Umuarama, Fábio Carvalho, destacando que a situação aparenta controle graças às medidas firmes adotadas pelo município, do pneumologista Ronaldo de Souza, do Hospital Cemil, da procuradora-geral do municipal, Dra. Carolina Cicote Moreira, do secretário de Defesa Social, major Valdecir Capelli, e de outros representantes do setor de saúde do município.

Boletim Covid desta segunda-feira

É importante destacar que neste segunda-feira, a Secretaria anunciou 52 casos de Covid-19, elevando para 6.778 o total de umuaramenses com diagnóstico positivo para a doença, desde o início da pandemia em março do ano passado.

A  taxa de ocupação de leitos de UTI Covid nos hospitais da cidade estão em 76,9%, com 20 vagas ocupadas – das 26 ofertadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Já nas enfermarias a taxa é de 71%, com pacientes internados em 27 dos 38 leitos conveniados.

Fonte: PMU

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