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Umuarama passa a oferecer tratamento de plasma convalescente para Covid-19. Hemonúcleo convoca doadores

Publicado em 19/08/2020 às 19:57 por Rosi Rodrigues

O Hospital Cemil de Umuarama aderiu ao protocolo de tratamento com plasma convalescente de doentes que ficaram curados de Covid-19. O plasma retirado do sangue de doentes curados é rico em anticorpos neutralizantes da doença, capaz de matar o vírus se ainda ativo e pode colaborar para maiores chances de recuperação e em menos tempo.

O Hemonúcleo de Umuarama convoca pacientes já curados de Covid-19 de Umuarama e região para serem doadores. Para doar, basta agendar pelo fone (44) 3621-8307.

A técnica de transfusão de plasma convalescente data de 1918 e tem sido largamente empregada na medicina para o tratamento imunológico,  amplamente utilizada durante a pandemia da gripe espanhola em 1918.

No tratamento de Covid-19, um dos estudos mais abrangentes, realizado entre abril e junho nos Estados Unidos, com cerca de 35 mil pacientes, demonstrou que as taxas de mortalidade entre os pacientes graves diminuíram para 8,6% em comparação com 12% do período anterior*.

A implantação do tratamento com plasma convalescente em Umuarama é fruto da parceria entre a chefe da divisão de produção do Hemepar, Anália Machado, do chefe do Hemonúcleo de Umuarama, Cláudio Francisconi da Silva e dos médicos intensivistas, Dr. Jackson Erasmo Fuck e Dr. Ronaldo de Souza, que integram o SAMUTI - Serviço de Ações em Medicina de Urgência e Terapia Intensiva. Além de do Hospital Cemil de Umuarama, o tratamento está sendo implementado na Santa Casa de Goioerê, onde o protocolo já foi iniciado.

O Plasma de Convalescente é uma terapia adicional, tendo em vista as diversas intervenções clínicas que o tratamento de Covid-19 pode necessitar.

“O mecanismo da doença é complexo” – ressalta o médico. Segundo ele, existe um processo de coagulação e inflamação que causa lesões em diversos órgãos como rins, cérebro, fígado, coração e não só no pulmão.

“O uso do plasma nos pacientes mais graves tem o objetivo de matar o vírus, que pode continuar se multiplicando durante a evolução da doença, agravando ainda mais o quadro do paciente. É uma terapia segura, com estudos comprovados que demonstram a redução da mortalidade

 

SAIBA MAIS

*  Os pesquisadores e colaboradores da Mayo Clinic publicaram um preprint que identifica dois sinais principais de eficácia que podem informar futuros ensaios clínicos sobre terapia de plasma para pacientes com COVID-19. Os dados são extraídos do Programa Nacional de Acesso Expandido (EAP) para plasma convalescente para o tratamento de pacientes hospitalizados com COVID-19. Especificamente:

•       Os sinais de eficácia do plasma convalescente estão associados à redução da mortalidade por COVID-19 em mais de 35.000 pacientes.

•       A taxa de mortalidade em sete dias foi reduzida em pacientes transfundidos dentro de três dias do diagnóstico de COVID-19 em comparação com pacientes transfundidos quatro ou mais dias após o diagnóstico de COVID-19. Tendências semelhantes foram observadas para a taxa de mortalidade em 30 dias.

•       O uso de plasma convalescente com níveis mais elevados de anticorpos foi associado à redução da mortalidade em sete e 30 dias.

•       Esta atualização inclui participantes adultos inscritos no EAP nacional entre 4 de abril e 4 de julho que foram hospitalizados com (ou em risco de) síndrome respiratória aguda COVID-19 grave ou com risco de vida.

•       A coorte incluiu alta proporção de pacientes graves, com 52,3% em unidade de terapia intensiva (UTI) e 27,5% recebendo ventilação mecânica no momento da transfusão de plasma.

- FONTE: uscovidplasma.org

 

Terapia antiga

A coleta e transfusão de plasma convalescente como tratamento foi usada pela primeira vez na década de 1890 e ajudou a reduzir a gravidade de vários surtos de doenças infecciosas antes do desenvolvimento da terapia antimicrobiana na década de 1940 e na pandemia da gripe espanhola em 1918.

No início do século 20, o tratamento com plasma convalescente foi usado durante surtos de várias doenças infecciosas, incluindo sarampo, caxumba e gripe. Mais recentemente, foi usado durante a pandemia de gripe H1N1 em 2009 e novamente em 2013 durante o surto de Ebola na África Ocidental.

 - FONTE: Hemocentro Unicamp

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