Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026 Login
O plano de ação do governo para o combate à doença abrange vacinação, teste e o tratamento contra o HPV
Foto: Divulgação
O Ministério da Saúde assumiu o compromisso de acelerar a erradicação do câncer de colo do útero no Brasil. O anúncio ocorreu durante o lançamento da estratégia global da Organização Mundial da Saúde (OMS) em novembro de 2020, promovido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Entre as iniciativas, está a realização de um plano de ação para o combate à doença, que abrange a vacinação, o teste e o tratamento contra o HPV (Papilomavírus humano).
“O governo brasileiro assume publicamente, junto à OMS e à OPAS, o compromisso de erradicar o câncer de colo de útero nas mulheres brasileiras”, afirmou diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Braga, que ainda ressaltou que a pasta irá atuar na construção de um plano conjunto para o combate à doença.
“Estaremos ao lado das instituições brasileiras, em especial do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para pensarmos em como aplicar a estratégia da OMS para ajudar a erradicar esse problema das mulheres brasileiras”.
Na reunião foi apresentada a estratégia global da OMS para a eliminação desse tipo de câncer aos representantes do Brasil, do Suriname, da Costa Rica e dos Estados Unidos. Os presentes apresentaram as ações de cada país e fortaleceram o compromisso de atuar em conjunto na estratégia.
A estratégia global lançada pela OMS tem três grandes metas:
O câncer de colo do útero é o quarto tipo que mais atinge o público feminino no país.
“Na cobertura de vacinação, teremos a introdução da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos e meninas e o sistema de registro individual para monitoramento das doses das meninas”, informou a diretora-geral do INCA, Ana Cristina Pinho.
Em relação à cobertura de teste do HPV, será implementado um sistema que registra os exames papanicolau das mulheres, permitindo o monitoramento dos casos e o pronto acompanhamento e tratamento necessário para evitar o câncer de colo de útero.
Avanços no calendário vacinal brasileiro
O Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal, em 2014, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos. A partir de 2017, a pasta incluiu as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos.
O imunizante protege contra os tipos mais incidentes de HPV, que causam verrugas genitais e são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.
A vacinação e a realização do exame preventivo se complementam como ações efetivas de prevenção desse tipo de câncer. Mesmo as mulheres vacinadas na pré- adolescência, na adolescência e aquelas a partir dos 25 anos deverão realizar o exame preventivo periodicamente, uma vez que a vacina não protege contra todos os tipos de HPV que podem causar a enfermidade.
*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED
Autor(a): Úrsula Neves
Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá (UNESA), pós-graduada em Comunicação com o Mercado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e em Gestão Estratégica da Comunicação pelo Instituto de Gestão e Comunicação (IGEC/FACHA)
COM 100% DE DEDUÇÃO FISCAL
SE VOCÊ AMAMENTA, SEJA DOADORA
Banco de Leite Humano da Norospar precisa de novas doadoras para manter abastecimento
CULTURA TRANSFORMADORA
Terapeuta de Umuarama tem projeto cultural aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura