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Diabetes cresce 61,8% em dez anos no Brasil

Publicado em 17/09/2017 às 18:16 por Rosi Rodrigues

Uma nova pesquisa* divulgada pelo Ministério da Saúde esta semana revela que o número de brasileiros diagnosticados com diabetes cresceu 61,8%, nos últimos dez anos, passando de 5,5% da população em 2006 para 8,9% em 2016.

O estudo mostra ainda que entre as mulheres registra-se mais diagnósticos da doença – o grupo passou de 6,3% para 9,9% no período, contra índices de 4,6% e 7,8% registrados entre os homens.

Dados do Atlas 2015 da Federação Internacional de Diabetes apontam que mais de 14 milhões de brasileiros adultos são diabéticos. A publicação estima que, em 2040, esse número chegue a 23 milhões.

A diabetes Mellitus, popularmente conhecida por diabetes, é uma enfermidade decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de esse hormônio exercer adequadamente sua função. Produzida pelo pâncreas, a insulina é fundamental na formação da glicose, principal fonte de energia do organismo. A sua diminuição ou falta causa a elevação da glicose no sangue (hiperglicemia), que caracteriza o diabetes.

“Existe um grupo de fatores de risco, como hipertensão arterial, colesterol alto e o acúmulo de gordura abdominal, que atua em conjunto aumentando o risco de várias doenças, entre elas a diabetes tipo 2. As pesquisas apontam que as mulheres estão mais sedentárias, o que eleva o risco de desenvolver a doença. Manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas regulares são os desafios para se manter longe da diabetes”, orienta o endocrinologista, Mauro Scharf.

Existem dois tipos de diabetes:

O tipo 1, na maioria das vezes, acomete jovens e é causado pela parada na produção da insulina, causada por uma reação autoimune do organismo, que destrói as células B (beta) do pâncreas.

Já o tipo 2, responsável por 90% de todos os casos registrados da doença, é mais frequente em adultos, muito deles obesos.

Nesse caso, o organismo pode produzir alguma quantidade de insulina, mas ela não consegue agir adequadamente para transformar a glicose em energia, geralmente devido ao aumento da resistência periférica à ação do hormônio, ou a soma da falta de insulina com a resistência periférica do corpo.

10 coisas que você precisa saber sobre  

Diabetes e gestação

1 - Todas as malformações que acontecem nos filhos de mães com diabetes afetam órgãos que se formam nas oito primeiras semanas de vida intrauterina.

2 - Caso a mãe engravide sem uma programação, não há motivo para pânico. A melhor saída, em todos os casos, é ter confiança, procurar um médico imediatamente e seguir à risca todo o tratamento.

3 - Bebês nascidos de mães com diabetes podem apresentar um maior risco de desconforto respiratório, macrossomia, policitemia com hiperviscosidade, hipoglicemia, malformações congênitas, hipocalcemia e hipomagnesemia, mas o controle glicêmico adequado durante a gravidez evita estes tipos de complicação.

4 - É preciso ter pensamento positivo sempre. O apoio da família, e em determinados casos, de um psicólogo são importantíssimos nesta fase.

5 - Até o presente momento, não há estudos que comprovem a segurança de antidiabéticos orais, por isso, não são recomendados para realizar o controle de glicemia das gestantes.

6 - Mulheres diabéticas que usam medicação oral não devem interromper o seu uso até a consulta médica, que deve ser providenciada o mais breve possível

7 - Independente de o parto ser normal ou cesáreo, a mãe tem que ter uma assistência médica constante, pois a necessidade de insulina diminui após o nascimento do bebê, podendo provocar uma hipoglicemia na mãe.

8 - A mulher deve ainda ser incentivada a realizar atividades físicas com exercícios próprios para gestantes, como hidroginástica, caminhadas e aulas de alongamento e relaxamento corporal, porém, sempre respeitando seus limites.

9 - É importantíssimo cuidar da alimentação, praticar exercícios e realizar os exames recomendados, como fundo de olho e microalbuminúria a cada trimestre da gestação, de acordo com a indicação médica.

10 - Na hora de escolher entre o parto normal ou a cesárea, a decisão é da paciente, que pode tirar dúvidas com o médico obstetra. A escolha do tipo de parto vai depender bastante do estado de saúde da mãe e do controle do diabetes.

 

* Pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada pelo Ministério da Saúde

Conteúdo adaptado de G1

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