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A médica Ana Carolina Lopes é Pós-graduada em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia

Foto: Danilo Martins

Dor de cabeça pode ser sintoma de doenças graves. Fique atento

Publicado em 02/06/2019 às 20:58 por Rosi Rodrigues

É muito comum pacientes procurarem ajuda médica, inclusive nos serviços de urgência e emergência, com queixa de cefaleia, termo técnico para dor de cabeça.

“Geralmente o paciente procura tratamento quando a dor persiste há meses ou anos e se torna mais intensa e frequente. Um erro comum”, diz a médica Ana Carolina Lopes (CRM 2829 – 1), que é Pós-graduada em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia – ABRAN.

Segundo ela, a dor de cabeça é um sintoma que pode estar presente em variados quadros clínicos, desde um simples resfriado até uma crise hipertensiva.

A dor de cabeça pode ser sintoma de que algo não vai bem no organismo 

“Nesses casos, como parte de uma doença, a cefaleia se apresentará com outros sintomas, como febre, tosse, mal-estar, convulsões, o que normalmente preocupa mais as pessoas e as faz procurar um médico mais rápido. Chamamos essas dores de cabeça provocadas por outras doenças de cefaleias secundárias”, explica a médica.  

Existe também a dor de cabeça que se apresenta como o principal sintoma, ou o único, como nos casos das cefaleias chamadas primárias. “As principais cefaleias primárias são a dor de cabeça do tipo tensional e a enxaqueca”, completa.

Dor de cabeça tensional é a cefaleia mais frequente na população. Apresenta-se como uma dor leve a moderada, geralmente em pressão ou aperto, em toda a cabeça, com duração de uma hora até vários dias. Desencadeada principalmente por cansaço e estresse emocional.

Cefaleia e Enxaqueca são diferentes 

“Enxaqueca é uma cefaleia de intensidade moderada a forte, latejante ou pulsátil, frequentemente acompanhada de aversão à luz, barulho, cheiros, tonturas, náuseas e, às vezes, vômitos”, relata a médica.

Algumas pessoas apresentam, antes ou no decorrer da crise, sintomas visuais como luzes brilhantes ou embaçamento e perda visual, e/ou também formigamentos no corpo, o que chamamos de aura de enxaqueca. “Crises de enxaqueca podem durar de algumas horas a vários dias. O diagnóstico da enxaqueca é clínico”.

A doutora Ana Carolina enumera os 10 principais fatores que desencadeiam a enxaqueca:

Ansiedade, tensão, estresse, preocupações excessivas, antecipação de fatos do futuro negativos e ameaçadores.

Ficar sem comer pode gerar uma baixa no açúcar do sangue com a produção de substâncias que causam dor.

Dormir mal. Dormir mal à noite pode resultar em dores de cabeça durante o dia e até agravar os quadros de enxaqueca. 

Dormir mal pode resultar em dores de cabeça durante o dia

Ciclo hormonal. A temida TPM carrega consigo crises de cefaleia, as enxaquecas na mulher tendem a ser mais concentradas no período menstrual ou pré-menstrual. Irregularidades menstruais, endometriose, ovários policísticos e reposição hormonal podem ser fatores por trás de agravamentos de enxaquecas, mas por outro lado, quando os hormônios se equilibram, quer seja na gravidez (quando a placenta produz níveis contínuos de hormónios), na menopausa, ou com a prescrição de anticoncepcionais contínuos, as crises tendem a amenizar.

Irritação e alterações do humor. Altas e baixas no humor, pavio curto, passar muito raiva, impaciência e irritação são combinações explosivas para desencadear uma enxaqueca. Tudo o que for feito no sentido de relaxar, acalmar e treinar a paciência é util.

Excesso de cafeína. Tomar muito café, bebidas cafeinadas (coca-cola, chás pretos), chocolates, e até mesmo analgésicos que contenham cafeína são provocadores de enxaqueca.

Exercícios físicos, ou melhor, a falta deles, é também elemento importante. Realizar exercícios evita que venham as crises de dor de cabeça, o organismo produz endorfinas, regulariza a produção de neurotransmissores como a serotonina, melatonina, o organismo se torna mais saudável e mais resistente à dor.

Uso excessivo de analgésicos. Conceito fundamental para todos terem em mente: analgésicos não tratam a enxaqueca, só aliviam a intensidade e duração das crises; depois, é claro, ela já se instalou e quando as crises são frequentes, o uso de analgésicos pode vir a cronificar, piorar, agravar a enxaqueca, tornando-a mais resistente e mais frequente. O tratamento da enxaqueca preventivo com remédio e/ou sem remédio deve ser instituído.

Outros alimentos como o chocolate, frutas cítricas, alimentos muito gelados (sorvetes), nozes, alimentos gordurosos, condimentados, ricos em glutamato monossódico, muito presente em salgadinhos, em molhos (aji-no-moto) e adoçantes podem agravar as enxaquecas. Em quem tem intolerância à lactose, o leite, queijo e derivados devem ser evitados, assim como a suplementação da lactase, a enzima que transforma a lactose (o açucas do leite) em glicose.

Genética. Nada a fazer a não ser reconhecer rapidamente a enxaqueca na infância, adolescência, início da vida adulta em filhos de pessoas que sofrem com a enxaqueca, para que ela possa ser tratada adequadamente, preventivamente, evitando que as crises apareçam e que a enxaqueca se desenvolva até um estágio crônico.

“O ideal é procurar ajuda médica assim que os sintomas começarem a se manifestar. A automedicação é extremamente contra-indicada. O médico está preparado para identificar o tipo de dor de cabeça, suas causas e indicar o melhor tratamento”, conclui a médica. 

SERVIÇO
 
A médica Ana Carolina Lopes (CRM 2829 – 1), é graduada pela Universidade do Oeste Paulista - UNOESTE, com Pós-Graduação em Medicina Intensiva pelo Instituto Terzius / Associação de Medicina Intensiva Brasileira - AMIB e Pós-Graduação em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia - ABRAN. Atende na Clínica Gastro Umuarama, que fica na rua Jussara 3518 - Fone: (44) 30210180 / 999150129.
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