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A Campanha deste ano tem a meta de vacinar 58,6 milhões de pessoas entre os dias 10 de abril e 31 de maio.

Foto: Divulgação

10 anos do surto global de H1N1

Publicado em 15/04/2019 às 16:02

Abril é o mês de lançamento da campanha de vacinação contra a gripe e também marca os 10 anos da pandemia da gripe A H1N1 no mundo. Em abril de 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarava pandemia de gripe A H1N1 mundial, na época ainda conhecida como gripe suína. O surto global caracterizou-se por uma variante de gripe suína cujos primeiros casos ocorreram no México, em meados do mês de março de 2009.

Já no registro dos primeiros casos de contaminação pelo vírus, o mundo entrava em alerta acompanhando com apreensão as notícias sobre o surto da doença em diversos países, inclusive no Brasil. Acreditava-se que poderia ser a pior epidemia desde a ocorrida em 1977 e 1978, conhecida como “Gripe Russa” e que afetou principalmente crianças e adolescentes.

“Foi a primeira emergência de saúde pública de importância mundial declarada pela OMS. Foi um momento em que nós colocamos em prática o novo regulamento sanitário internacional, instrumento que ajuda a comunidade internacional a prevenir a graves riscos de saúde pública”, relembrou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), Wanderson Kleber, que na época coordenou na SVS a resposta nacional a pandemia de influenza e atuou como ponto focal para o regulamento sanitário internacional.

A gripe A H1N1 chegou no Brasil em maio de 2009, quando se registrou 20 casos da doença nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Pouco mais de um mês da pandemia, no final de junho, 627 pessoas em todo o país estavam contaminadas com o vírus. A primeira morte aconteceu no Rio Grande do Sul.

Respondendo à emergência da OMS, a primeira ação do Governo Brasileiro foi a implantação de um sistema de barreira sanitária de Influenza em todos os aeroportos e nas capitais brasileiras. “Pela barreira sanitária foi possível saber do primeiro caso da gripe no Brasil, que ocorreu no Rio Grande do Sul. Era uma paciente que tinha acabado de chegar no país e foi para uma cidade do interior do estado”, contou Gerson Penna, que na época era o secretário da Vigilância em Saúde do Ministério e hoje é pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz.

Também havia um monitoramento diário da situação, com a ajuda dos estados e municípios. “O Mistério formou um Comitê de Gerenciamento de Crise para Influenza, constituído por representantes de várias superintendências e com pessoas ligadas à vigilância, trocando experiências positivas e negativas de cada caso, para conter a propagação do vírus”, explicou. A ação foi essencial para que o Ministério da Saúde tivesse um maior controle e orientava no desenvolvimento de outras medidas para conter a pandemia.

Para a contenção do surto da doença, foi intensificada a campanha de vacinação contra gripe. “Na época, nós saímos dos Centros de Saúde e fomos para vários lugares públicos, como Shopping Center, Festa do Peão em Barretos. Diferentemente do que se imaginava, a população mais frágil eram os jovens, que se achavam imunes à gripe”, completou Gerson.

Outro aspecto importante que impactou na mudança do cenário de pandemia no Brasil foi a ampliação dos grupos prioritários para a vacina. “Na época a faixa etária era de 60 anos de idade e, a partir de 2010, a vacinação passou a ser indicada para grupos prioritários com maior risco de complicações, visando contribuir para a redução da morbimortalidade associada à influenza”, contou o secretário da SVS, Wanderson Oliveira. O secretário lembrou ainda que a mudança contribuiu com a imunização em áreas que estavam efetivamente em risco.

A vacinação é a única maneira de garantir que doenças erradicadas não voltem a circular no Brasil. “Não existe registro de qualquer doença que tenha sido erradicada depois que ela é tratada. A vacina é usada para imunizar pessoas saudáveis que ainda não adoeceram; é a única possibilidade de erradicar as doenças”, enfatizou o pesquisador Gerson Penna.

Além da prevenção, o Ministério da Saúde recomendava o uso de antiviral (fosfato de oseltamivir) em todos os pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e na infecção por influenza (SG) nos pacientes com fatores de risco para complicações, independentemente da situação vacinal. A indicação impactou na redução das mortes pela doença, já que o medicamento reduz a duração dos sintomas e ocorrência de complicações da infecção pelos vírus da influenza.

Campanha de Vacinação contra a gripe deste ano já começou

A Campanha deste ano tem a meta de vacinar 58,6 milhões de pessoas entre os dias 10 de abril e 31 de maio. A novidade é a ampliação da faixa-etária do público infantil, que agora vai até menores de 6 anos. Isso possibilitou a inclusão de 2,8 milhões crianças na campanha. Até o dia 18 de abril, são prioridade para a vacina da gripe crianças, gestantes e grupos mais vulneráveis às complicações causadas pela influenza.

“Precisamos entender que a vacina é um direito das crianças e um dever dos seus responsáveis, que somos todos nós, pais, mães, avós, tias, professores e profissionais de saúde. Não podemos deixar de perguntar se uma criança está com o Calendário de Vacinação em dia. Em alguns lugares do país, é exigido que a Caderneta de Vacinação esteja em dia para que seja confirmada a matrícula da criança e do adolescente”, destacou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no lançamento da campanha deste ano.

Fonte - Blog da Saúde 

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