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Conheça as estratégias do município para a abordagem e tratamento do autismo

Publicado em 25/01/2023 às 15:16 por Editoria Movimento Saúde

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) reúne desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância. O Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC) dos Estados Unidos registrou aumento na prevalência do TEA em 2022. Segundo a pesquisa, uma em cada 44 crianças aos oito anos de idade é diagnosticada com TEA. 

O aumento foi de 22% em relação à pesquisa anterior (elaborada em 2020), cuja proporção era de 1 para 54. Caso esses números sejam similares no Brasil, (não há dados oficiais), seriam cerca de 4,84 milhões de pessoas com autismo no nosso país.

Se trouxermos a pesquisa para mais próximo de nós, proporcionalmente à população de Umuarama, estima-se que, pelo menos, 2.550 pessoas com TEA vivam no município. 
Visando proporcionar atendimento adequado a esse público e seus familiares, servidores dos centros de referência da Assistência Social (Cras), de referência especializada (Creas), Centro Pop, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Idoso (SCFVI) e do Centro da Juventude (Ceju) receberam um treinamento sobre a abordagem e o tratamento com pessoas acometidas pelo Transtorno de Espectro Autista (TEA).

O evento foi realizado na tarde desta terça-feira, 24, integra a iniciativa ‘Capacita Ceju’ destinada às equipes que executam as políticas de assistência social do município.
A capacitação foi aplicada de forma voluntária pela fonoaudióloga especializada em TEA e TDAH (Transtorno de Deficit de Atenção com Hiperatividade), Camila Formicoli. A secretária municipal de Assistência Social, Adnetra Vieira Santana, destacou a disposição da profissional em compartilhar conhecimentos tão significativos que ajudarão a melhorar a qualidade do atendimento à população.

“Agradecemos e parabenizados a fonoaudióloga Camila por dispor do seu tempo sem custos ao município para repassar orientações sobre como lidar com pessoas autistas e acometidas por TDAH, que cada vez mais acessam os serviços sociais. Ela trouxe um conhecimento adicional que será muito importante para os nossos técnicos no seu dia a dia, qualificando e humanizando a atenção prestada a este público”, destacou.

A palestra foi aberta pela chefe da Divisão da Juventude, Roselene de Souza do Ceju, e pela assistente social do Ceju, Gislene Borges, focando na importância da troca de experiências para a realização de intervenções e encaminhamentos pertinentes da melhor maneira possível. Camila Formicoli lembrou que a demanda de crianças autistas ou com TDAH cresce a cada dia, “por isso é importante que a equipe da assistência social esteja sempre bem preparada”, afirmou.

O atendimento, segundo ela, começa por uma avaliação completa da condição da criança autista. “É importante fazer um ‘check list’ completo, avaliando todos os aspectos possíveis e o deficit (atraso) específico em cada caso. Com isso, conseguimos estabelecer planos individualizados de atividades e adaptar materiais e procedimentos para acolher e possibilitar o desenvolvimento dessas crianças”, afirmou. Durante a palestra a fonoaudióloga esclareceu dúvidas e compartilhou vivências próprias para sensibilizar os participantes.

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