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Brasil inicia campanha de prevenção à Varíola dos Macacos

Publicado em 22/08/2022 às 15:57 por Editoria Movimento Saúde

O Ministério da Saúde lançou, nesta segunda-feira (22), a Campanha Nacional de Prevenção à Varíola dos Macacos. O objetivo é orientar a população brasileira sobre as principais formas de transmissão da doença, também conhecida como monkeypox, recomendações para evitar o contágio, sintomas e o que fazer em caso de suspeita. A campanha é parte fundamental da estratégia do Governo Federal para combater a doença.

“No caso da varíola dos macacos, a maior prevenção é a informação correta, da forma de contágio dessa doença”, disse o ministro Marcelo Queiroga. “O Ministério da Saúde estará trabalhando de forma diuturna em tudo o que for necessário para trazer segurança para a população brasileira”, finalizou.

Com o conceito “Varíola dos Macacos. Fique bem com a informação certa”, a campanha será veiculada em TV, rádio, mídia exterior em lugares de grande circulação de pessoas, em páginas e portais da internet e redes sociais, com as informações oficiais sobre a doença de forma didática, simples e direta. Para que a informação alcance o maior número de pessoas possível, também é essencial o apoio dos meios de comunicação.

A disseminação de informações corretas é prioridade do Ministério da Saúde para evitar o avanço da varíola dos macacos no Brasil. Todas as recomendações oficiais, como prevenção, sintomas e orientações para profissionais de saúde estão em uma página especial no Portal da Pasta, atualizada diariamente, disponível em: gov.br/varioladosmacacos.

Para o enfrentamento da doença no país, o Ministério da Saúde monitora a situação epidemiológica desde o primeiro caso suspeito registrado no Reino Unido, em maio. Em julho, a Pasta ativou o Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública para Monkeypox (COE-Monkeypox), composto por representantes de todas as secretarias do Ministério, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

O objetivo do COE é organizar a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) como resposta coordenada nas três esferas de gestão – federal, estadual e municipal. O Plano Nacional de Contingência foi divulgado no começo de agosto, com informações estratégicas para contenção e controle da doença. O Ministério da Saúde segue em esforço conjunto e tratativas para aquisição de vacinas e antivirais para o tratamento da varíola dos macacos, junto às entidades internacionais, Organização Mundial da Saúde (OMS) e OPAS.

COMO OCORRE A TRANSMISSÃO DA VARÍOLA DOS MACACOS?

A principal forma de transmissão da varíola dos macacos, doença também conhecida como monkeypox, ocorre por meio do contato direto pessoa a pessoa, chamado de pele a pele. O Ministério da Saúde esclarece como acontece esse contágio e as principais formas de prevenção.

O contágio por contato próximo pode ocorrer, principalmente, por relação sexual, beijo, abraço e contato com a pele lesionada, ou com fluidos corporais, como pus, sangue e saliva da pessoa doente.

O contato com objetos contaminados, tais como toalhas, roupas de cama, talheres, pratos e outros utensílios que foram manuseados pela pessoa infectada, também oferecem risco de transmissão. Dessa maneira, trabalhadores da saúde, familiares e parceiros íntimos ficam mais expostos ao risco de infecção.

Uma pessoa pode transmitir a doença desde o momento em que os sintomas começam, como a erupção cutânea (feridas na pele), febre, dores no corpo e na cabeça, ínguas, calafrios e fraqueza. O período de transmissão ocorre até que as lesões cicatrizem completamente e uma nova camada de pele se forme.

A doença, na maioria dos casos, evolui de forma benigna e os sinais e sintomas duram de duas a quatro semanas. Todas as pessoas com sintomas compatíveis de varíola dos macacos devem procurar atendimento médico imediatamente e adotar as medidas de isolamento recomendadas. O diagnóstico é realizado de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. As amostras são direcionadas para oito laboratórios de referência no Brasil.

 

 

Ministério da Saúde

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