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“Cuidar da saúde mental no puerpério é tão importante quanto os cuidados com a alimentação”, afirma especialista

Publicado em 01/06/2022 às 10:40 por Editoria Movimento Saúde

São muitas as transformações que a gravidez e o parto promovem no corpo e na mente da mulher. Diante disso, durante o mês de maio – Mês das Mães, o Hospital e Maternidade Norospar promoveu uma série de ações, rodas de conversas e reflexões com o tema: “Saúde mental materna importa”. 


“E importa muito”, destacou o médico ginecologista e obstetra Dr. Gustavo Aguila, que tem mais de 10 anos de experiência e integra o Clínico da Maternidade Norospar. Segundo ele, as sensações físicas da gestação, como os enjoos, o crescimento da barriga, mudanças nos seios, peso corporal, entre outras, vêm acompanhadas de expectativas, dúvidas, medos, preocupações e novas responsabilidades. 


“Cuidar da saúde mental é tão importante no puerpério quanto os cuidados com a alimentação, por exemplo”, ressalta o especialista. Segundo ele, para uma boa saúde mental da mulher nessa fase, é preciso que ela expresse os novos sentimentos e emoções, receba orientações profissionais e o acolhimento da sua rede de apoio (família, amigos e comunidade).


A fase do puerpério é delicada. É nesse período logo após o parto que o organismo da mulher começa a voltar às suas condições anteriores à gestação. A literatura médica indica que o puerpério se inicia com a saída da placenta e termina com a primeira ovulação, que será seguida de menstruação.  Em média 45-60 dias.


“Se for considerar o fator da ovulação como término do puerpério, a duração pode variar muito, pois a amamentação tem interferência direta nesse ciclo e costuma bloquear a ovulação. Mulheres que amamentam normalmente têm puerpério mais longo”, explica o Dr. Gustavo.  

Ansiedade, estresse e depressão pós-parto


Sentir ansiedade nessa fase é comum em praticamente todas as mulheres, especialmente nas últimas semanas da gestação, durante e logo após o parto. Com o nascimento, também é normal que as mães sintam certo estresse, fiquem sobrecarregadas e cansadas com os cuidados do recém-nascido e do próprio corpo. 


“O que acontece é que, para algumas pacientes, esses sentimentos são maiores e acabam afetando sua saúde mental e, consequentemente a qualidade de vida. A falta de orientação e de apoio, também pode colaborar para o adoecimento mental da puérpera”, diz o médico. 


A depressão pós-parto pode ter vários sintomas: sentir-se inquieta ou irritada o tempo todo; sentir tristeza ou chorar muito, falta de energia, ter dor de cabeça frequente, dor no peito, palpitações no coração, falta de sensibilidade ou hiperventilação (respiração rápida e superficial) entre outros. 


Nesse momento é que puérpera necessita de atenção, compreensão e cuidados especializados. “Durante o acompanhamento pré-natal, o obstetra precisa ter um olhar humanizado para essa paciente. É também nas primeiras consultas de retorno depois do parto que procuramos abordar não só as questões relativas ao corpo e a saúde física da mulher, mas também sobre o seu estado e saúde emocional. Muitas vezes, além de prestar orientações, é necessário fazer o encaminhamento para os serviços de saúde mental”, explica o Dr. Gustavo.


O especialista enfatiza a importância da Campanha de Saúde Mental Materna da Norospar. “Nosso trabalho é para ampliar esse olhar humanizado para a maternidade, uma fase tão linda e especial na vida da mulher e de toda a família, que merece ser tratada com atenção integral”, finalizou. 

 

Rosi Rodrigues
Jornalista

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