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​​​​​​​Especialistas em Neonatologia publicam documento sobre icterícia, dirigido a pediatras

Publicado em 15/10/2021 às 11:04 por Editoria Movimento Saúde

Bebês que apresentam a pele amarelada nos primeiros dias depois de nascer é bastante comum e as mamães não precisam se apavorar. A icterícia é um dos sinais mais frequentes no período neonatal, aparecendo em cerca de 60% dos recém-nascidos (RN) termos e 80% dos RN pré-termos, na primeira semana de vida. É uma condição normalmente diagnosticada e tratada na própria maternidade. 

O problema corresponde à expressão clínica da hiperbilirrubinemia, que pode ter como consequência a encefalopatia bilirrubínica. Para atualizar o pediatra sobre o tema, o Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou o documento “Hiperbilirrubinemia indireta no período neonatal”.

Entre os aspectos abordados, ganharam destaque o diagnóstico diferencial, fatores de risco, conduta terapêutica e estratégias de prevenção.

O texto informa que “conhecer o metabolismo da bilirrubina e os possíveis fatores de risco para a icterícia significante no recém-nascido são estratégias importantes para o manejo adequado da icterícia neonatal”.

Entre os fatores clínico-epidemiológicos de risco associados ao desenvolvimento de icterícia significante na primeira semana de vida estão a dificuldade no aleitamento materno, “devido ao aumento da circulação êntero-hepática da bilirrubina e à sobrecarga de bilirrubina ao hepatócito”, com a consequente perda de peso – maior que 7% em relação ao peso de nascimento – e possível desidratação.

Segundo explicam os especialistas, uma das estratégias para evitar a hiperbilirrubinemia significante é “otimizar o aleitamento materno nos recém-nascidos saudáveis com contato pele a pele e o estímulo ao aleitamento na sala de parto na primeira hora de vida”.

Investigação etiológica

A investigação da etiologia da icterícia indireta neonatal inclui análise do quadro clínico e de exames laboratoriais específicos. “É importante ter raciocínio clínico com base em história, fatores de risco associados à hiperbilirrubinemia, idade gestacional, idade pós-natal e nível de BT com frações”.

A importância da implementação de ações de educação médica continuada, de protocolos para o manejo da icterícia e o uso de fototerapia com acompanhamento em unidades neonatais são algumas estratégias de baixo custo para a otimização do tratamento e redução de danos causados pela hiperbilirrubinemia em RN, de acordo com os autores.

Live

Para auxiliar os pediatras na abordagem da hiperbilirrubinemia indireta no período neonatal, os especialistas da SBP realizaram uma live no dia 1º de outubro. No encontro, esclareceram diferentes questões, como a icterícia no leite materno; riscos da alta hospitalar precoce do recém-nascido (RN); efeito rebote com a descontinuidade da fototerapia e outros.

A live reuniu médicas do Departamento Científico de Neonatologia.

Com informações da Sociedade Brasileira de Pediatria

Fotos: Divulgação

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