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Seu Olair Rosa Balthazar, de 72 anos, era aposentado, e amava ficar com sua família

“Chegar e não ver meu pai dói de uma forma inexplicável”, diz filha de umuaramense vítima da Covid-19

Publicado em 23/03/2021 às 15:02

Ela perdeu o pai para a Covid-19 há pouco mais de dois meses, e desde então, testemunhar a irresponsabilidade e desrespeito de parte da população com as restrições da pandemia, passou a doer muito mais. 

Giovana Grejanin Balthazar Tezini tem 43, é recepcionista e vive um luto com sua família. “Meu pai lutou muito, ele tinha alegria em viver. Ele era extremamente saudável, não sofria de diabetes, hipertensão, não tinha doenças, e mesmo assim, acabou 30 dias em uma UTI”, relembra. 

Seu Olair Rosa Balthazar, de 72 anos, era aposentado, e amava ficar com sua família. Um de seus passatempos preferidos era brincar com os cinco netos, e até ensiná-los a jogar truco – jogo em que seu Olair era muito bom - os quais hoje sentem muita falta do avô, brincalhão e sempre bem-humorado. “Meu pai era nossa alegria. As vezes até brigávamos com ele por sempre fazer piadas, até em momentos de assuntos sérios”, contou Giovana, emocionada. 

Seu Olair adorava brincar com os netos, que hoje sentem muita falta do avô, brincalhão e sempre bem-humorado

Mais um entre as 115 vítimas da Covid-19 em Umuarama, seu Olair precisou ser intubado e ficou na UTI por 30 dias. Trinta dias de sofrimento e angústia de sua família, que não podiam ter nenhum tipo de contato com ele, mas que ainda esperavam reencontrá-lo recuperado fora do hospital. 

GRATIDÃO

O pai de Giovana lutou pela vida por 30 dias na UTI Covid do Hospital Cemil. “Eu sei que todos os profissionais de saúde que estavam ali cuidaram muito bem do meu pai, e fizeram de tudo por ele. Esse pessoal trabalha muito, e dão suas vidas pelas nossas vidas, mas infelizmente, essa é uma doença traiçoeira, que não veio para brincadeira, ela está matando, está enlutando nossas famílias, e as pessoas ainda não estão levando a sério. É muito triste ver tanta gente promovendo aglomeração, nas ruas, nas praças, nos lagos, em bares. Será que só irão parar quando perderem alguém que amam? ”, perguntou a recepcionista indignada.

O município de Umuarama hoje está com lotação máxima de leitos, e centenas de pessoas na fila de espera. São mais de 100 mortes registradas, quase 9 mil casos confirmados e os números aumentam todos os dias. 
Giovana, que também já foi contaminada, mas teve sintomas leves, e hoje sofre na pele a perda de quem ama, faz um apelo à população: “Se cuidem, cuidem do próximo. Não transmita para mais pessoas, se está doente, fique em casa, siga as medidas restritivas, só assim vamos evitar que mais famílias chorem em frente a um caixão lacrado. Todos os dias visito a casa dos meus pais, mas chegar e não ver ele lá, dói de uma forma inexplicável”.  

 

 

Confira o depoimento emocionado da recepcionista que perdeu o pai e faz um apelo a população.

 

Reportagem: Lois Longui

Fotos e vídeo - Rosi Rodrigues

Fotos - Arquivo da Família
Movimento Saúde - Assessoria e Comunicação em Saúde

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