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A estrutura hospitalar da região é uma das melhores do Paraná. O problema é que pode faltar gente para cuidar dos doentes

Pode faltar profissionais de saúde para cuidar dos doentes de Covid-19 no Paraná

Publicado em 21/11/2020 às 11:01 por Rosi Rodrigues

De acordo com a chefe da 12ª Regional de Saúde de Umuarama, enfermeira Viviane Herreira, a maior preocupação das autoridades de saúde do Paraná, no momento, é a possibilidade de faltar profissionais de saúde para cuidar dos doentes de Covid-19.

Segundo Viviane, a estrutura hospitalar da Macrorregião Noroeste, que engloba as regionais de Maringá, Cianorte, Campo Mourão e Umuarama está suprindo a demanda e tem capacidade de ampliação imediata, de acordo com os critérios estabelecidos na Deliberação CIB 143/2020*.

A preocupação não é com a falta de leitos pra Covid-19, mas sim de profissionais de saúdeNa manhã deste sábado (21), a taxa de ocupação na Macrorregião nos leitos de UTI Covid-19 é de 66,1% e 66,3 nos leitos de enfermaria. Uma criança está internada na UTI Pediátrica do Hospital e Maternidade Maria Auxiliadora – Santa Casa de Maringá.

Em Umuarama, 100% dos leitos de UTI e Enfermaria de Covid-19 SUS do Hospital Uopeccan estão ocupados. Mais de 20 pacientes da 12ª Regional estão internados em hospitais da Macrorregião.

O aumento repentino na curva de casos na região preocupa Viviane. “Do início de março a 30 de outubro estivemos entre as melhores regionais no controle da Covid-19. Nesse período, a média era de 10,37% novos casos por dia. Em Novembro, a média passou para 42,75% novos casos por dia. Um aumento exponencial, com reflexos imediatos no sistema de saúde”, explica.

A curva de casos se manteve com crescimento estável até 30 de outubroNos 16 primeiros dias de novembro, os casos aumentaram 400%

MEDIDAS CONJUNTAS

Em reunião com prefeitos da Associação dos Municípios de Entre-Rios, Amerios, realizada na última quinta-feira (19), as autoridades de saúde pediram a união dos municípios da região para tomar medidas conjuntas para barrar a doença.

Num primeiro momento, as autoridades não veem necessidade de fechamento do comércio, mas o apoio dos lojistas é fundamental para que isso se mantenha. A recomendação é que seja intensificada a exigência do uso de máscara para clientes e funcionários, utilização do álcool gel e respeito ao distanciamento social, ao limite de consumidores de acordo com o tamanho das lojas e o espaçamento nas filas.

Restrições para eventos públicos, cultos religiosos e o controle das aglomerações são algumas medidas que serão tomadas em todas as cidades.

“Não adianta um município adotar medidas de restrição e o outro não, pois a população circula entre uma cidade e outra normalmente”, destaca Viviane.

CONSCIÊNTIZAÇÃO

“Se não houver uma conscientização coletiva acerca da necessidade de prevenção, a projeção é catastrófica”, diz Viviane ao analizar o gráfico com a evolução dos casos na região. Somente na Regional de Umuarama, já foram registrados quase 50 óbitos.

"Se continuar assim, o risco de colapso é grande. Pode faltar profissionais de saúde para atender tantos doentes ao mesmo tempo"- Viviane Herreira

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