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Com tratamento adequado, pacientes curadas de câncer podem ser mães

Publicado em 25/05/2022 às 10:47 por Editoria Movimento Saúde

O diagnóstico de câncer é sempre assustador e envolve dúvidas e incertezas em todos os pacientes. Para mulheres que sonham em ter filhos, um dos grandes medos é perder a fertilidade, pois a maioria dos medicamentos quimioterápicos pode interferir na ovulação e, consequentemente, alterar a capacidade de gerar um bebê.

No mês de maio, quando há um apelo maior ao sentimento materno, o assunto vem à tona e uma dúvida surge: mulheres curadas de câncer podem ter filhos?

“Em muitos casos sim. Não há motivos para perder a esperança. Com o tratamento adequado e acompanhamento, pacientes curadas do câncer podem preservar a fertilidade e realizar o sonho de serem mês normalmente”, responde o médico oncologista Dr. Francisco Fernandes (CRM-PR: 25678).

Segundo ele, a maioria dos cânceres é tratável e têm cura, especialmente se descobertos no início.  O médico faz uma ressalva para os casos de câncer de colo de útero ou ovário, onde é necessária a retirada do órgão, o que torna inviável a gestação.

Para os demais casos, o especialista recomenda que a paciente siga o tratamento corretamente e todas as recomendações médicas. “Não é recomendado engravidar durante o tratamento”, ressalta o oncologista.

“Dependendo de suas condições e da idade, pacientes com câncer podem continuar férteis mesmo durante a quimioterapia. Por isso, é de extrema importância o uso de métodos contraceptivos eficazes. Medicamentos quimioterápicos podem prejudicar o desenvolvimento do feto, provocar má-formação e até levar ao aborto e colocar o tratamento e a vida da paciente em risco”, orienta.

O especialista orienta que é necessário esperar, pelo menos, seis meses após o término do tratamento para então engravidar.

O Dr. Francisco lembra que a idade da paciente também é importante quando o assunto é gravidez após a cura do câncer. “Mulheres tratadas e curadas antes dos 35 anos têm mais chances de conseguirem engravidar”, esclareceu.

Em algumas pacientes a quimioterapia pode levar à menopausa precoce, que é quando a mulher para de menstruar antes dos 51 anos de idade, em média. “Meninas que fizeram quimioterapia antes da puberdade ou mulheres que não voltaram a menstruar depois do tratamento tem um risco aumentado para a menopausa precoce”, alerta.

Para as pacientes curadas do câncer que desejam engravidar, é ainda mais importante manter o acompanhamento com o oncologista, inclusive durante o pré-natal. “Tenha sempre um diálogo aberto com o especialista que a acompanha, para que você receba todas as orientações necessárias. É importante manter os exames sempre atualizados e esperar o momento certo para engravidar”, recomendou o Dr. Francisco.

SOBRE

O médico oncologista Dr. Francisco Fernandes (CRM-PR: 25678 | Cirurgia Geral – RQE: 1478 e Cirurgia Oncológica – RQE: 17618) atende na Clínica Oncoclin e no Hospital do Câncer Uopeccan em Umuarama.

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