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DPOC – pneumologista alerta: tabagismo é o grande vilão

Publicado em 25/11/2021 às 09:06 por Editoria Movimento Saúde

Você é fumante e tem sentido dificuldade para respirar? Se a resposta for sim, essa conversa é com você. “O tabagismo é a principal causa da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – DPOC –, e a falta de ar até aos pequenos esforços, pode ser um sintoma”, alerta a médica pneumologista, Dra. Alana Anne Kaneda Garcia (CRM 33746).  
A DPOC obstrui as vias aéreas, tornando a respiração difícil, e a falta de ar pode progredir para atividades corriqueiras, como tomar banho, trocar de roupas. “Pessoas com pigarro matinal, tosse insistente, acompanhada de secreção, devem ficar atentas e procurar um médico especialista”, aconselha a pneumologista.

Importante causa de mortes
O Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – DPOC, lembrado em 21 de novembro, tem o objetivo de alertar e conscientizar as pessoas sobre a gravidade da doença. Mas o alerta não pode ficar restrito à data. No Brasil, de acordo um relatório da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde, publicado em junho deste ano, a DPOC é a quinta causa de morte entre todas as idades, depois de doença isquêmica do coração, doença cerebrovascular, infecção de vias aéreas inferiores e Alzheimer e outras demências. 
Nas últimas décadas, foi a quinta maior causa de internação no Sistema Único de Saúde (SUS) entre pacientes com mais de 40 anos, correspondendo a cerca de 200 mil hospitalizações e gasto anual aproximado de 72 milhões de reais. 

DPOC não tem cura
Dra. Alana destaca que o vilão não é apenas o cigarro tradicional. “Outros tipos de fumos contribuem para o desenvolvimento ou agravamento da doença pulmonar crônica, como cachimbo, maconha, e o narguilé, largamente consumido, especialmente pelos jovens”, aponta.
É importante ressaltar a DPOC é fortemente ligada ao efeito da fumaça de cigarro nos pulmões, e a exposição passiva também pode causar e piorar a doença.
"A DPOC não tem cura, porém, os tratamentos adequados, com acompanhamento médico e fisioterapia, podem controlar os sintomas, reduzir complicações e retardar o avanço da doença", argumenta a especialista.

Dra. Alana Anne Kaneda Garcia - Pneumologista

Foto: Hudson Fernando

Ilustração: Divulgação

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