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A doença pode acarretar problemas dos mais simples aos mais graves para as mulheres

Publicado em 18/11/2021 às 10:00 por Editoria Movimento Saúde

Aumento de peso, aparecimento de espinhas e pelos podem ser indicativos de que algo não vai bem com os hormônios. 
O mau funcionamento hormonal pode acarretar a Síndrome do Ovários Policísticos (SOP), distúrbio bastante comum, que se caracteriza pelo aumento do volume ovariano, causado pela presença de pequenos e numerosos cistos ao redor dos ovários.
“Mulheres com ovários policísticos podem apresentar problemas dos mais simples, como uma irregularidade menstrual e acne, aos mais graves, tais como obesidade e dificuldades para engravidar”, esclarece o ginecologista e obstetra, Dr. Carlos Lisboa (CRM 16.265).

Idade reprodutiva
Os ovários são responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e o SOP pode ocorrer quando há elevação de hormônios masculinos no corpo da mulher, o que pode ser detectado com a realização do exame de ultrassom transvaginal, além de exames de sangue para dosagem de hormônios. 
A doença pode se manifestar na adolescência, em meninas na faixa etária de 10 a 19 anos, mas são mais comuns em mulheres entre 30 e 40 anos. Estudos indicam que, no Brasil, de 4 a 13% das mulheres em idade reprodutiva são acometidas pela Síndrome de Ovários Policísticos.

Sintomas
Considerada uma doença crônica, de causa ainda desconhecida, os sintomas, muitas vezes, podem confundir a mulher, especialmente se ela já tem histórico de ciclo menstrual irregular. Alterações menstruais, aliás, estão entre os sinais mais comuns, por isso a importância de consultar o ginecologista para a realização de exames. 
“Mulheres que têm menstruações espaçadas, que menstruam poucas vezes por ano, não menstruam, ou ainda ao contrário, têm ciclo menstrual intenso, devem ficar atentas”, aponta o médico. 

Outros sintomas a serem observados são:
•    Aumento dos pelos no rosto, seios e abdômen;
•    Facilidade para ganhar peso;
•    Dificuldade para engravidar;
•    Queda de cabelo;
•    Depressão;
•    Aumento da oleosidade da pele, com surgimento anormal de acnes e espinhas.

Grupo de risco
Mulheres com SOP possuem até três vezes mais risco de câncer uterino, em especial no endométrio, camada que reveste a parte interna do útero, eliminada durante a menstruação. 
Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que o câncer de endométrio é o mais frequente entre tumores de útero, ocupando 8º lugar no ranking entre os mais incidentes nas mulheres. Só em 2020, foram diagnosticados em torno de 6 mil novos casos. 
“Mulheres obesas ou acima do peso, diabéticas, hipertensas, e com colesterol alto fazem parte do grupo de risco da síndrome dos ovários policísticos. A prevenção da doença envolve dieta leve, atividade física, além de acompanhamento ginecológico anual”, orienta Dr. Carlos Lisboa. 

Foto: assessoria/divulgação

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