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Momentos difíceis para o paciente com Alzheimer

Publicado em 05/08/2021 às 10:17 por Editoria Movimento Saúde

Para a maioria das pessoas, o cair da tarde é um cenário de rara beleza. Mas para os portadores da doença de Alzheimer, o final da tarde e o início da noite podem ser períodos difíceis. “Alguns pacientes ficam agitados, confusos, são tomados por inquietação que geralmente começam ou pioram com a diminuição da luz do dia e essas são reações da Síndrome do Pôr do Sol”, explica a médica geriatra, Dra. Priscila Cogo de Oliveira (CRM 35270/RQE 26907).

Segundo ela, a agitação pode permanecer por toda a noite, tornando difícil para os pacientes adormecerem ou mesmo ficarem na cama. E o reflexo da noite mal dormida, tanto para o paciente como para seus cuidadores, é a dificuldade de funcionar bem no dia seguinte.

Causas possíveis

De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), as causas para a Síndrome do Pôr do Sol não são bem compreendidas. “Uma possibilidade é que as alterações cerebrais relacionadas com Alzheimer possam afetar o ‘relógio biológico’ da pessoa, levando a ciclos confusos de sono-vigília. Isso pode resultar em agitação e outros comportamentos relacionados à síndrome”, relata a entidade, elencando outras causas possíveis para a síndrome:

  • Cansaço excessivo;
  • Necessidades não satisfeitas, tais como fome ou sede;
  • Depressão;
  • Dor;
  • Tédio.

Como lidar com a Síndrome do Pôr do Sol

A orientação da Dra. Priscila aos familiares e cuidadores dos pacientes de Alzheimer é que fiquem atentos aos sinais conforme o final da tarde e início da noite se aproximam. “O paciente acometido pela Síndrome do Pôr do Sol costuma, nessas horas, vagar de um lado para outro, apresentar aumento da confusão mental, maior ansiedade, sinais que não são difíceis de serem percebidos por quem convive com eles habitualmente e que pode facilitar a identificação da causa da mudança de comportamento”, diz a médica. 

Dicas

Se a pessoa com a doença de Alzheimer ficar agitada, ouça com calma suas preocupações e frustrações. Tente tranquilizá-la e distraí-la de situações estressantes ou perturbadoras.

Procure reduzir barulho, bagunça ou o número de pessoas no ambiente.

Tente distrair o paciente com seu lanche ou fruta preferidos ou suas atividades favoritas, por exemplo. Ofereça uma bebida, sugira uma tarefa simples, como dobrar toalhas ou ligue a TV num programa familiar (mas não notícias ou outros programas que podem ser perturbadores).

Torne o início da noite um momento de silêncio do dia. Ou coloque para tocar uma música suave, algo leve agradável para ler ou acompanhe o paciente para uma caminhada.

Outra sugestão é pedir para um membro da família ou amigo ligar nesse período.

Feche as cortinas ou persianas ao anoitecer para minimizar sombras e a confusão que podem causar. Acenda as luzes.

Como prevenir

  • O cansaço excessivo pode aumentar a agitação no final da tarde e início da noite. Tente evitar esta situação, ajudando das seguintes formas:
  • Expor o paciente a luz do dia, deixar as janelas abertas; a exposição à luz clara pode ajudar a ajustar o relógio biológico;
  • Tomar sol diariamente, sem protetor solar, nos horários apropriados (antes das 10 e depois das 16h) por 15 min a 30 minutos
  • Fazer atividade física ou exercício todos os dias;
  • Se necessário, mas manter as sonecas curtas durante o dia (não dormir mais que 1 hora e não muito próximo do final do dia);
  • Descansar o suficiente à noite.

Fatores que podem piorar a Síndrome do Pôr do Sol, e devem ser evitados:

  • Não sirva café, refrigerante ou outras bebidas com cafeína no final do dia;
  • Não sirva bebidas alcoólicas. Eles podem aumentar a confusão e ansiedade;
  • Não planejar muitas atividades durante o dia. Uma programação cheia pode ser cansativa.

Se os problemas persistirem

Caso a Síndrome do Pôr do Sol continue a ser um problema, procure assistência médica. Um exame mais detalhado pode identificar a causa, tais como dor, distúrbio do sono ou outras doenças, ou um efeito colateral de medicamentos.

Caso o medicamento prescrito seja para ajudar a pessoa a relaxar e dormir melhor à noite, certifique-se sobre possíveis efeitos colaterais. Alguns medicamentos podem aumentar as chances de tonturas, quedas e confusão. Os médicos recomendam usá-los apenas por curtos períodos de tempo.

Importante

O paciente de Alzheimer deve ser acompanhado rotineiramente por um geriatra, com consultas regulares e esse atendimento deve ser agilizado, caso sintomas adversos apareçam.

Dra. Priscila Cogo de Oliveira - Geriatra

Com informações da SBGG

Foto: arquivo pessoal

Foto Banner: Asaff Saab de Souza

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