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Dr. Ronaldo de Souza alerta para situação caótica na saúde de Umuarama

Situação do atendimento à Covid-19 em Umuarama é caótica e médico pede união de forças

Publicado em 18/03/2021 às 14:56

“Quando vimos a situação de Manaus, jamais imaginávamos que íamos passar por situação assim em nossa cidade, mas já estamos passando”, desabafa Dr. Ronaldo de Souza, médico pneumologista e intensivista e coordenador da UTI e da enfermaria Covid do Hospital  Cemil, em áudio enviado à população, na manha desta quinta-feira (18). 
Ele se refere a situação caótica vivida há cerca de três semanas nos hospitais de Umuarama que atendem aos pacientes de coronavírus que precisam de internação – Uopeccan e Hospital Cemil – e também o Pronto Atendimento 24 horas. “Não temos mais aonde colocar pacientes. Hoje nós estamos com 18 pacientes entubados no hospital Cemil, um deles no pronto-socorro porque não tem vaga, não temos mais aonde colocar paciente na UTI,  a enfermaria também está lotada”, enfatiza.
Dr. Ronaldo alerta que essa é a realidade em Umuarama e região, bem como em todo o Estado. “Os pacientes estão morrendo por falta assistência, falta de medicamento sedativos e não se encontra mais respiradores nem no hospital e nem para comprar”, reitera. “Se não fizermos alguma coisa, vai morrer muita gente”, afirmou, destacando que a ideia nunca foi assustar as pessoas, mas nesse momento, a população precisa se assustar para tomar consciência da situação.

Unir forças ou perder a guerra
“Não existe milagre. Ou unimos forças ou perderemos essa guerra, aliás já estamos perdendo”, lamenta. “Isso não vai passar tão cedo, teremos vários dias ainda pela frente e vão morrer pessoas que não estão conseguindo nem dar entrada nos hospitais”, pondera o médico.
O pneumologista sugere fechamento da cidade, na sua totalidade, por pelo menos de 10 a 14 dias. Na visão do médico, a situação é complicada e merece um endurecimento por parte das autoridades. “Não apenas Umuarama precisa fechar, mas as cidades vizinhas também e acessos. E se pegar alguém na rua sem fazer nada, que seja multado ou preso. Assim vamos educar as pessoas a terem respeito por si e pelo próximo”, enfatiza. 
Esse desabafo se deu em virtude do volume de pessoas que não acreditam na pandemia e dizem que os médicos estão passando uma situação pior do que realmente é. “Tudo que falamos até agora foi em vão. Agora aceitem como conselho ou sugestão. Ou fazemos alguma coisa ou vamos continuar chorando a perda de entes queridos ou a nossa própria perda”, finalizou.

A Associação Médica de Umuarama entende que, diante da falta de insumos, medicamentos, profissionais, equipamentos e do grande número de pacientes graves com a doença, a única saída para o momento, para barrar o avanço da Covid-19 é ampliar as medidas restritivas.  Enquanto a vacinação não chegar à maioria da população, a única maneira de conter o vírus é com as medidas preventivas.

Cléo Neres e Rosi Rodrigues

Jornalistas

Foto: Rosi Rodrigues

Movimento Saúde 

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