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Uma doença chamada púrpura

Publicado em 10/08/2017 às 11:43 por Rosi Rodrigues

Pelo nome da condição, púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), é de se imaginar que ela seja um tanto complexa. E é mesmo. Acontece que, embora possa abalar a qualidade de vida dos seus portadores — estima-se que sejam 19 mil no Brasil, a maioria mulheres — felizmente há tratamento e ele permite afastar complicações. Falamos de um distúrbio autoimune marcado pelo ataque das próprias defesas às plaquetas, células responsáveis pela coagulação do sangue.

A deficiência dessas unidades está por trás dos principais sintomas da púrpura, que, diga-se, nem sempre são comuns: manchas avermelhadas na pele, hematomas que não tenham sido motivados por pancadas, sangramentos espontâneos na gengiva, nas narinas, na urina e nas fezes, e, entre as mulheres, quadro de menstruação intensa.

Se o problema evolui e não é remediado, pode levar a pessoa à morte. Com os avanços na terapia, porém, quem tem PTI consegue viver bem — e, quanto antes for feito o diagnóstico, maior a taxa de sucesso. Embora a causa da doença seja desconhecida, é comum ela começar a se manifestar após infecções como catapora, rubéola e hepatites. Cerca de sete entre dez pessoas com o problema no Brasil são mulheres.

O QUE É?

- Trata-se de uma doença que causa acima de tudo uma baixa contagem nos níveis de plaqueta e um aumento no risco de sangramento. Apesar de haver perda de sangue, ela raramente provoca uma redução na contagem de glóbulos brancos ou vermelhos [daí a importância dos exames de sangue].

- O diagnóstico da púrpura é feito por exclusão, ou seja, precisamos descartar outras causas óbvias de baixas taxas de plaqueta. Em geral, não deveria haver anormalidades no sangue a menos que o paciente esteja anêmico em função de hemorragias. Além disso, os portadores sempre respondem a tratamentos à base de esteroides e à administração de imunoglobulina intravenosa.

- A maioria dos pacientes apresenta a baixa contagem de plaquetas e não tem sintomas ou apenas sangramentos muito brandos. Só 10% deles possuem sangramentos severos na pele, no nariz ou menstruação mais intensa.

- Sangramentos e hematomas são, de fato, a principal manifestação do quadro. Mas alguns pacientes ainda relatam fadiga quando as plaquetas se encontram baixas, embora isso não seja algo tão comum.

- A púrpura é mais incidente em indivíduos que já apresentam uma doença autoimune, como lúpus, ou quadros como leucemia crônica linfocítica. Metade dos pacientes, porém, não tem um problema associado.

(Guia Saúde/Editora Abril)

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