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Ratinho Junior cobrou uma volta da testagem em massa de casos sintomáticos e pessoas que tiveram contato com confirmados

Foto: AEN

Paraná quer planejamento mais agressivo na campanha de vacinação contra o Covid-19

Publicado em 24/02/2021 às 11:28

O governador Carlos Massa Ratinho Junior pediu nesta quarta-feira (24) aos secretários municipais da Saúde mais organização e agilidade com as doses disponibilizadas no programa de vacinação contra a Covid-19. Ele participou da abertura do encontro virtual da Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB), que contou com a participação dos 399 secretários municipais de Saúde e dos 22 chefes das Regionais de Saúde do Paraná. Além do apelo, o encontro serviu para reforçar o apoio da Secretaria de Estado de Saúde aos municípios e dar boas-vindas aos secretários que assumiram o cargo no começo deste ano, já em meio à pandemia.

O pedido leva em consideração a chegada paulatina de novas doses dos imunizantes contra o novo coronavírus a partir do final deste mês e de março. O Governo do Paraná tem disponibilizado as doses aos municípios assim que elas são filtradas no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), com uma logística de distribuição que permite alcançar as 22 Regionais em poucas horas. A partir disso a organização da vacinação e dos grupos prioritários é feita pelos municípios.

“Temos que dar mais velocidade na campanha de vacinação. É a única solução que temos nesse momento, mesmo não tendo o volume suficiente para resolver tudo de uma só vez. Alguns estados têm conseguido fazer uma vacinação de forma bem veloz. Mas nossa preocupação não é com o ranking, é que mais gente vacinada em menos tempo permite diminuir os nossos problemas”, afirmou Ratinho Junior.

Ele também destacou a chegada de novas doses da vacina da AstraZeneca/Fiocruz nesta quarta-feira (24) e disse que o Estado encaminhará os frascos para as regionais o mais breve possível para a continuidade do Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. O governador ressaltou que o Estado mantém diálogo constante com o Ministério da Saúde para que haja celeridade na esfera federal, o que é primordial no processo.

“Meu pedido é que os secretários municipais reúnam suas equipes e trabalhem ainda mais junto aos núcleos regionais do Estado para fazer um planejamento mais agressivo e colocar velocidade no processo”, acrescentou o governador.

TESTES – Ratinho Junior cobrou uma volta da testagem em massa de casos sintomáticos e pessoas que tiveram contato com confirmados. O Paraná ainda é referência nacional na aplicação e no processamento de testes RT-PCR (tipo gold), com mais de 1,5 milhão realizados desde o começo da pandemia e uma parceria afinada entre o Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen) e o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP). O Estado chegou a realizar mais de 30% dos testes do País, o que permitiu ser assertivo no controle do contágio.

“Mas detectamos que caiu em torno de 35% o número de testes feitos nos municípios. Isso é muito ruim porque o Paraná é referência nacional nesses exames. Já fizemos um volume absurdo, o que adjudou a balizar uma série de decisões, auxiliando o Estado e as prefeituras. A queda acaba desvirtuando a análise para a tomada de decisões”, disse o governador.

Ele agradeceu o apoio dos secretários municipais desde o começo da pandemia, no começo de 2020. “O Paraná tem números bons comparados aos outros estados porque houve trabalho e o esforço conjunto da secretaria estadual e dos municípios, independente do tamanho da cidade ou de qualquer tipo de visão política do gestor”, disse.

O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, ressaltou que o encontro mostrou unidade. “Somos municipalistas. Todos os dias temos ações focalizadas. Hoje demonstramos mais uma vez que juntos podemos fazer um enfrentamento melhor. Essa estratégia conseguiu reduzir o número de vítimas fatais no Paraná”, afirmou.

CENÁRIO – O governador falou sobre o momento da pandemia no Estado e disse que o Governo estuda novas medidas para evitar o colapso da rede de proteção da saúde. “Estamos vivendo um dos piores momentos com o aumento do número de casos. Houve um afrouxamento das medidas de proteção por parte da população com a chegada da vacina e há indicativos de circulação da nova cepa do coronavírus”, disse Ratinho Junior.

Ele destacou o aumento das internações de pessoas mais jovens. “Há um esforço gigante de todas as nossas equipes para ampliar leitos de UTI e de enfermaria, e os municípios também têm buscado alternativas para, mas existe uma dificuldade de pessoas, equipamentos. Existe um teto de ampliação. Temos que manter as restrições e continuar cobrando o cumprimento das medidas de proteção”, afirmou.

Segundo ele, as novas medidas que serão adotadas servem como um guarda-chuva, mas podem ser alvo de mudanças por parte dos municípios. “Não tem como um decreto atender as realidades dos 399 municípios. O que buscamos desde o começo da pandemia é construir um entendimento que cuida do todo e permitir que prefeitos e secretários municipais avaliem pontualmente a necessidade de reforçar as medidas dentro de contextos locais”, completou.

COSEMS – O presidente do Cosems, Ivoliciano Leonarchik, secretário de Saúde de Mangueirinha, no Sudoeste, destacou a parceria no enfrentamento da pandemia, principalmente na força-tarefa de distribuição das vacinas e ampliação de leitos. “Somos parceiros do Governo do Estado em todas as decisões. Nosso bem maior é preservar a vida. Somos parceiros na construção de uma saúde melhor para todos os paranaenses”, afirmou. Ele também destacou que os secretários municipais aguardam novas definições do governo estadual para tomar novas decisões localizadas.

REGIONALIZAÇÃO – O governador ressaltou que a participação é parte da política da regionalização da saúde, em andamento desde o começo de 2019. Ele lembrou a entrega de 46 vans nesta terça-feira (23) aos municípios, para o transporte de pacientes, e disse que nos próximos meses serão encaminhados mais 1,5 mil veículos para atender a Saúde da Família.

Ele também destacou que o Estado já dobrou os repasses aos consórcios municipais de saúde, alcançando R$ 60 milhões, atendendo a essa estratégia de integração, e que nos próximos meses também haverá um grande lançamento do programa dos Ambulatórios Multiprofissionais de Especialidades. “Desejo boa sorte aos gestores e quero afirmar que os municípios contam com amparo do Governo do Estado em qualquer situação”, disse.

CIB – A Comissão Intergestores Bipartite é uma instância de negociação e deliberação quanto aos aspectos operacionais do SUS no âmbito do Estado, sendo constituída paritariamente por representantes dos gestores municipais e do gestor estadual. No Paraná a Comissão Intergestores Bipartite foi instituída através de Resolução da Secretaria de Estado da Saúde, em 23/06/93, Resolução nº 045/93, sendo composta por cinco representantes da Secretaria de Estado da Saúde e cinco representantes dos secretários municipais de Saúde, indicados pelo Cosems/PR.

 

 

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